A fiscalização federal identificou 43 canais e grupos no Telegram usados para divulgar apostas e jogos de cassino online. As contas reuniam 212,6 mil integrantes e foram encaminhadas no domingo (27.set) aos órgãos competentes do Ministério da Fazenda e do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
A força-tarefa também retirou do ar 506 sites com indícios de oferta irregular de apostas online após a publicação da medida provisória que proibiu as bets no Brasil. O Ministério da Justiça e Segurança Pública ampliou o monitoramento do ambiente digital em parceria com o Ministério da Fazenda.
Anúncios e plataformas
No Google, foram encontrados 1.900 anúncios relacionados a apostas. O ministério informou que não foi possível determinar quais deles eram novos e quais já estavam ativos antes da proibição.
Na Meta, o Ciberlab localizou 7 anúncios. Desse total, 2 começaram a ser veiculados durante a vigência da medida provisória. Um documento do órgão ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública solicitou a notificação da empresa para a retirada do conteúdo.
O Ciberlab afirmou que continuará acompanhando as plataformas e pediu ações das big techs para localizar páginas com identidade dissimulada e links mascarados. Entre os anúncios, havia páginas com nomes diferentes das marcas divulgadas e endereços que não correspondiam às empresas anunciadas.
Promessas e novos endereços
A investigação encontrou ofertas de “260% de lucro mensal”, venda de “robôs” para apostas e promessas de taxas de acerto de até 99,8%.
Após a medida provisória, teriam surgido mais de 400 sites de apostas online sem registro no Brasil. Os dados são da plataforma Bet Legal, mantida pela empresa de cibersegurança Iron Security, que presta serviços a casas de apostas online.
A Bet Legal começou a contabilizar bets irregulares em 1º de setembro deste ano. Os primeiros sites foram detectados a partir de 21 de setembro, quatro dias antes da publicação da medida provisória. A força-tarefa informou que o monitoramento busca evitar a migração das atividades para redes sociais, grupos fechados, canais clandestinos e plataformas hospedadas fora do país.







