O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesse domingo (13/9) que avaliará o pedido de familiares das vítimas dos ataques de 11 de Setembro para desclassificar e divulgar documentos relacionados ao caso.
A declaração foi dada antes de Trump embarcar no Air Force One para Washington, depois de passar o fim de semana na Irlanda. Ele afirmou que havia sido questionado sobre o assunto na sexta-feira (11/9), quando foram lembrados 25 anos dos atentados. “Vou analisar isso quando voltar”, disse.
As famílias movem uma longa disputa judicial contra autoridades sauditas e defendem que os documentos podem esclarecer possíveis vínculos entre integrantes do governo da Arábia Saudita e pessoas envolvidas na preparação dos ataques. O governo saudita nega qualquer participação.
Entre as alegações dos familiares está a de que um grupo de líderes religiosos extremistas teria aumentado sua influência dentro do governo saudita e ajudado os sequestradores. Dos 19 integrantes da al-Qaeda que sequestraram os aviões usados nos atentados, 15 eram cidadãos sauditas.
Pressão durante cerimônia
A cobrança se intensificou durante a cerimônia dos 25 anos dos ataques, realizada na sexta-feira (11/9), em Nova York. Terry Strada, que perdeu o marido, Tom, pediu que Trump pressionasse a Arábia Saudita a esclarecer informações que as famílias consideram ocultadas. “Diga aos sauditas para pararem de mentir”, afirmou.
Na manhã de 11 de setembro de 2001, 19 integrantes da al-Qaeda sequestraram quatro aviões comerciais nos Estados Unidos. Duas aeronaves atingiram as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York. Outro avião foi lançado contra o Pentágono, nos arredores de Washington, enquanto o quarto caiu em uma área rural da Pensilvânia após passageiros tentarem retomar o controle.
Os atentados deixaram 2.977 mortos, além dos 19 sequestradores. Depois dos ataques, o governo dos Estados Unidos ampliou controles de fronteiras, vistos, fiscalização de estrangeiros e compartilhamento de informações entre agências. Investigações posteriores apontaram falhas nos sistemas de segurança e inteligência anteriores aos atentados.








