Donald Trump afirmou nesta quinta-feira (17) que Estados Unidos e Polônia avançaram nas negociações para instalar uma base permanente do Exército americano em território polonês. O presidente disse que o local escolhido poderá ser anunciado “muito em breve”, caso o acordo seja concluído.
A declaração foi publicada por Trump na Truth Social e atribuída à liderança do presidente polonês, Karol Nawrocki. Trump classificou a possível instalação como um passo “histórico” para a aliança entre os dois países.
A negociação começou oficialmente neste ano. Em junho, o Conselho de Ministros da Polônia autorizou o Ministério da Defesa a iniciar os preparativos para receber uma base americana permanente. As discussões envolvem localização, infraestrutura, custos e financiamento.
O ministro da Defesa polonês, Władysław Kosiniak-Kamysz, afirmou posteriormente que o governo dos Estados Unidos havia respondido positivamente à proposta. Segundo ele, o secretário de Guerra americano, Pete Hegseth, demonstrou abertura para ampliar a presença militar permanente no país.
Conversas e tensão na fronteira
Em 10 de setembro, uma delegação do Pentágono liderada pelo subsecretário-assistente William Cappelletti se reuniu com autoridades militares polonesas. Os dois países acertaram a criação de grupos de trabalho e a realização de novas reuniões nos Estados Unidos e na Polônia.
Os Estados Unidos já mantêm milhares de militares na Polônia, entre efetivos rotativos e pessoal permanente ligado a estruturas de comando. A proposta em negociação prevê uma base permanente, reivindicada por Varsóvia antes da guerra e reforçada após a invasão russa da Ucrânia em 2022.
No mesmo dia do anúncio, sirenes de alerta aéreo foram acionadas nas províncias de Lublin e Podkarpackie, após uma nova onda de ataques russos contra o oeste da Ucrânia. Moradores receberam orientações para procurar locais seguros, e as Forças Armadas polonesas colocaram caças em operação.
Os aeroportos de Lublin e Rzeszów interromperam temporariamente as atividades. Um drone russo movido a jato caiu ou foi abatido em território ucraniano, a cerca de quatro quilômetros da fronteira polonesa. Autoridades da Polônia disseram que não houve violação do espaço aéreo do país.
O primeiro-ministro Donald Tusk afirmou que informações de inteligência indicam risco de ataques próximos ao território de países que apoiam a Ucrânia. A declaração de Trump ocorreu em 17 de setembro, data lembrada na Polônia pelo aniversário da invasão soviética do país em 1939.








