Donald Trump afirmou que seria um “preço pequeno” para os Estados Unidos permitir que o Irã destruísse Los Angeles e San Diego, na Califórnia, caso isso impedisse o país de obter armas nucleares. A declaração foi feita nesta segunda-feira (5), durante um comício em Grand Island, no Nebraska, voltado às eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro.
O presidente americano disse que os Estados Unidos precisam aceitar sacrifícios para manter o país e o mundo seguros. Em seguida, citou as duas cidades californianas como possíveis alvos e declarou que o conflito terminaria em breve.
Reações na Califórnia
A fala provocou críticas do governador Gavin Newsom e das prefeitas de Los Angeles, Karen Bass, e de San Diego, Todd Gloria, todos democratas.
Newsom afirmou que Trump passou a defender que inimigos estrangeiros destruíssem Los Angeles e San Diego depois de enviar a Guarda Nacional e os Fuzileiros Navais para ocupar a Califórnia. A referência é ao deslocamento de militares para o estado em 2025, em resposta a protestos contra a agência federal de imigração dos Estados Unidos, conhecida pela sigla ICE.
Bass disse que o presidente sugeriu que um governo estrangeiro atacasse Los Angeles e avaliou que as declarações poderiam comprometer a segurança da cidade. Gloria afirmou que San Diego não é dano colateral e pediu que a cidade fosse mantida fora da retórica de guerra do presidente.
A Casa Branca ainda não se pronunciou sobre as declarações.
Nas últimas semanas, Trump também sugeriu que pode retomar bombardeios em grande escala contra o Irã depois das eleições de meio de mandato. O objetivo, segundo a declaração, seria pressionar o regime islâmico a assinar um acordo para encerrar a guerra iniciada em fevereiro. O conflito está em cessar-fogo desde abril, com ataques pontuais realizados pelos dois lados.








