Donald Trump proibiu CNN, MS NOW e Politico de participar de coberturas na Casa Branca nesta sexta-feira (18) e afirmou que poderá ampliar a restrição a outros veículos de comunicação. O presidente anunciou a decisão em uma publicação na Truth Social, com entrada em vigor imediata.
Trump acusou as três empresas de divulgar repetidamente informações falsas sobre sua Presidência, seu governo e os Estados Unidos. “Outros veículos de mídia que divulgam notícias falsas serão banidos em breve”, escreveu.
O presidente não informou quais empresas poderiam ser incluídas em uma nova rodada de restrições nem apontou quais reportagens motivaram especificamente a decisão. CNN, MS NOW e Politico não haviam divulgado resposta até o momento.
Críticas ao Politico
Trump dirigiu críticas específicas ao Politico por ter recebido cerca de US$ 8 milhões em assinaturas do governo federal durante o governo de Joe Biden. Ele classificou os pagamentos como ilegais e sugeriu que o dinheiro teria ajudado a manter a empresa em funcionamento.
Dados oficiais divulgados em fevereiro de 2025 mostraram que órgãos do governo federal haviam desembolsado cerca de US$ 8,1 milhões em contratos com o Politico no ano fiscal de 2024. Os pagamentos eram principalmente por assinaturas de serviços, como o Politico Pro, e não correspondiam a subsídios ou repasses diretos ao veículo.
A MS NOW é o novo nome da emissora MSNBC. Trump ironizou a mudança e afirmou que ela ocorreu por causa da baixa audiência e da falta de credibilidade.
Disputa com a imprensa
A decisão abre uma nova frente no conflito entre Trump e parte da imprensa americana. Em fevereiro de 2025, a Casa Branca restringiu o acesso da Associated Press ao Salão Oval, ao Air Force One e a outros eventos presidenciais após a agência manter o uso da denominação “Golfo do México”, apesar de Trump ter determinado oficialmente que o governo federal usasse “Golfo da América”.
A Associated Press levou o caso à Justiça. Um juiz federal concluiu inicialmente que o governo não poderia excluir um veículo de eventos abertos a outros jornalistas por causa de sua linha editorial ou do conteúdo de suas publicações. Depois, uma corte de apelações suspendeu os efeitos da decisão que determinava a restauração do acesso, enquanto o processo continuava em análise.
O novo veto pode gerar questionamentos sobre a Primeira Emenda da Constituição americana, que protege a liberdade de expressão e de imprensa. Em disputas anteriores, a Casa Branca afirmou que cabe ao governo definir quais jornalistas terão acesso a espaços presidenciais restritos. Organizações de imprensa sustentam que a administração não pode discriminar veículos com base no conteúdo de sua cobertura.









