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Política

Manifesto de clubes contra restrições às bets é criticado por 88% das interações

Levantamento analisou 90.123 interações no X e no Instagram após nota conjunta de clubes e federações sobre apostas.

Manifesto de clubes contra restrições às bets é criticado por 88% das interações

Um levantamento sobre a repercussão nas redes sociais apontou que 88% das interações analisadas criticaram o manifesto de clubes de futebol contra possíveis restrições ao mercado de apostas. A pesquisa foi publicada em 18.set.2026, após a divulgação da nota conjunta, em 17.set.

Foram analisadas 90.123 interações no X e no Instagram. Em 31.761 delas, foi identificada uma posição clara sobre o posicionamento dos perfis oficiais dos clubes. O apoio ao discurso ficou em 5,1%, enquanto 6,9% das manifestações tiveram posição intermediária.

A palavra mais usada nas críticas foi “vergonha”. Em 19,6% das respostas, os torcedores mencionaram a dependência financeira ou o interesse econômico dos clubes. Referências a vício, endividamento e efeitos sobre famílias apareceram em 13,5% das interações. Outros 10,5% afirmaram que o futebol brasileiro existia antes da expansão das bets.

A nota foi assinada por Palmeiras, Santos, São Paulo, Botafogo, Fluminense, Flamengo, Vasco e Cruzeiro, além das federações paulista e fluminense. O documento recebeu o título “O fim do futebol brasileiro”, expressão que passou a ser usada de forma irônica nas redes sociais.

Argumentos dos clubes

Os clubes afirmam que os recursos das empresas de apostas autorizadas financiam estruturas administrativas, centros de treinamento, projetos sociais, futebol feminino e a formação de atletas jovens. Também defendem fiscalização, prevenção, educação e mecanismos de proteção ao consumidor para enfrentar os problemas sociais ligados às apostas.

Dos 20 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro, 13 têm contratos de patrocínio master com casas de apostas. A estimativa apresentada pelos próprios clubes é de que a proibição do mercado causaria impacto de aproximadamente R$ 1 bilhão nessa fonte de receita.

A manifestação foi divulgada após a informação de que o governo federal preparava uma medida provisória para proibir cassinos on-line e endurecer as regras para plataformas de apostas. O documento sustenta que retirar o mercado regulado não acabaria com as apostas e poderia ampliar a atuação de plataformas clandestinas.

Cassinos on-line oferecem jogos digitais de azar, como roleta e caça-níqueis. As bets, por sua vez, permitem apostas em resultados de partidas e competições. Algumas plataformas reúnem os dois serviços.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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