O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (6) que os protestos com tumultos na França são consequência da “migração em massa descontrolada”. Ele também disse que as manifestações não estão relacionadas à educação, mas ao que chamou de tentativa de domínio do país pelo Islã.
Os atos começaram em setembro, em apoio a professores em greve de uma escola de Paris. Desde então, ganharam força e passaram a incluir confrontos com as forças de segurança. Mais de 5 mil pessoas foram presas, houve vários feridos e centenas de estabelecimentos de ensino suspenderam as aulas.
Reação do governo francês
Durante uma sessão da Assembleia Nacional nesta terça-feira, o primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, acusou o partido de esquerda França Insubmissa, de Jean-Luc Mélenchon, de estimular a violência nas manifestações estudantis por motivos eleitorais.
“A ultraviolência bateu à porta das escolas. Deve ser condenada sem condições”, afirmou Lecornu. O primeiro-ministro também condenou ataques contra escolas e professores e disse que pretende manter o diálogo com os estudantes para responder às reivindicações.
Lecornu afirmou ainda que o projeto de orçamento para 2027 apresentado pelo governo prevê aumento de 1,2 bilhão de euros para a educação. Ele pediu que os candidatos às eleições presidenciais do ano que vem apresentem suas propostas para o setor.








