O Brasil pode integrar um modelo de associação econômica com a União Europeia (UE), segundo proposta do eurodeputado alemão Bernd Lange, presidente da Comissão de Comércio do Parlamento Europeu. A sugestão foi apresentada nesta quarta-feira (16), após Ursula von der Leyen convidar o Canadá a ser o primeiro parceiro do bloco nesse formato.
Lange afirmou que a UE deve estreitar as relações econômicas com Brasil, Indonésia, Japão e Coreia do Sul. A proposta ocorre em um cenário que, na avaliação do parlamentar, exige maior cooperação entre países democráticos.
“Vivemos uma situação em que as ações dos Estados Unidos são totalmente imprevisíveis e enfrentamos uma política industrial agressiva por parte da China”, disse Lange à emissora CNBC. Ele acrescentou que o Canadá é um exemplo de parceiro para o fortalecimento desses vínculos.
Reação do Canadá
Nesta quinta-feira (17), o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, discursou no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, na França, e demonstrou entusiasmo com o convite feito por von der Leyen.
“Não buscamos poder para dominar os outros”, afirmou Carney. Ele disse que o objetivo é garantir resiliência para impedir o controle dos mercados abertos do Canadá, além de proteger a soberania, a integridade territorial, as liberdades, as democracias e o Estado de Direito do país.
A possibilidade de aproximação entre Canadá e UE foi mencionada enquanto o país mantém uma guerra comercial com os Estados Unidos. O presidente americano, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira que Washington poderá impor tarifas ao bloco europeu caso a parceria canadense seja estabelecida com “má intenção”.
Lange também defendeu a formação de um bloco capaz de reunir esses parceiros econômicos. Para o eurodeputado, os países precisam atuar em conjunto e ter força para participar das decisões internacionais.








