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UE aprova controles brasileiros e abre caminho para volta do frango

A retomada das exportações ainda depende do detalhamento das exigências e de novas etapas burocráticas.

UE aprova controles brasileiros e abre caminho para volta do frango
Foto: Westend61/Getty Images

A União Europeia aprovou os protocolos apresentados pelo Brasil para controlar o uso de antimicrobianos na produção de alimentos de origem animal. A decisão avançou as negociações para a retomada das exportações brasileiras de carne de frango ao bloco, mas ainda não há data para o reinício dos embarques.

A informação foi divulgada nesta quinta-feira (17/9) por Cleber Oliveira Soares, secretário-executivo do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Ele afirmou que as autoridades europeias enviaram uma correspondência oficial na segunda-feira (14/9), após uma auditoria sanitária realizada no Brasil no início de setembro.

“Na segunda-feira, as autoridades da União Europeia enviaram correspondência oficial informando que votaram e aceitaram os protocolos de retorno das exportações de carne de frango do Brasil à União Europeia”, disse Soares durante um evento da Datagro, em São Paulo.

O Brasil agora aguarda o detalhamento do protocolo aprovado pelas autoridades europeias. O documento será necessário para o cumprimento das próximas etapas burocráticas e para a reinclusão do país na lista de fornecedores autorizados pela UE.

Motivo da suspensão

A Comissão Europeia decidiu, em 12 de maio, excluir o Brasil da relação de países autorizados a vender determinados produtos de origem animal ao bloco. A medida foi formalizada em 5 de junho e começou a valer em 3 de setembro.

A decisão ocorreu depois que autoridades europeias identificaram problemas na comprovação dos controles brasileiros sobre antimicrobianos nas cadeias de produção. Com a restrição, ficaram suspensas as vendas de produtos como frango, ovos, mel e pescados ao mercado europeu.

Entre 24 de agosto e 4 de setembro, uma missão sanitária da UE avaliou no Brasil os sistemas de controle das cadeias de aves e mel. Ao final da visita, o Mapa informou que os técnicos consideraram satisfatórios os procedimentos oficiais e os mecanismos de controle adotados pelo país.

A legislação europeia impede o uso de antimicrobianos para estimular o crescimento ou elevar o rendimento dos animais. Em nota conjunta divulgada quando as restrições entraram em vigor, o Mapa e o Ministério das Relações Exteriores (MRE) manifestaram “profunda preocupação” e disseram ter apresentado documentação técnica sobre o cumprimento das exigências europeias.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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