A Comissão dos Estados Unidos sobre Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF) pediu que Donald Trump pressione a China pela libertação de prisioneiros religiosos e pelo fim da perseguição promovida pelo governo chinês. O pedido ocorre antes da viagem do presidente Xi Jinping aos Estados Unidos em 24 de setembro.
A comissão citou o defensor católico pró-democracia Jimmy Lai, líderes cristãos e outras pessoas presas por praticarem sua fé. Também solicitou a libertação de Gulshan Abbas, Ekpar Asat, do pastor Gao Quanfu e de sua esposa, Pang Yu, do Panchen Lama Gedhun Choekyi Nyima e de sua família.
A USCIRF lembrou que autoridades chinesas libertaram em julho o pastor Ezra Jin, da Igreja de Sião, após um apelo direto de Trump. Ele foi autorizado a se mudar para os Estados Unidos e a reencontrar a família. Outros oito líderes da mesma igreja, presos com Jin, continuam detidos.
A vice-presidente da comissão, Cece Heil, também pediu que Trump solicite ao governo chinês um passaporte para o pastor John Cao, residente permanente legal dos Estados Unidos. Segundo a USCIRF, ele deve poder se reunir com a família e buscar tratamento médico urgente no país.
O pedido antecede uma audiência prevista para 16 de setembro pelo deputado Chris Smith, republicano de Nova Jersey, sobre a libertação de Jimmy Lai. Sebastien Lai, filho do preso, prestará depoimento sobre a libertação imediata do pai e sobre as implicações de sua detenção contínua.
República Quirguiz
Em seu relatório anual de 2026, a USCIRF recomendou que o Departamento de Estado dos Estados Unidos volte a classificar a China como país de preocupação particular por violações sistemáticas, contínuas e flagrantes da liberdade religiosa.
Em um relatório de setembro, a comissão também reafirmou o pedido para que a República Quirguiz seja incluída na lista de vigilância especial do Departamento de Estado. O documento aponta restrições legais e violações contra muçulmanos independentes e cristãos de comunidades não registradas.
A USCIRF afirmou que autoridades quirguizes usam um rótulo de extremismo para justificar invasões a locais de culto, multas, apreensão de materiais religiosos, prisões, pressão para que pessoas abandonem suas crenças e abuso físico.
No início de 2025, o presidente Sadyr Japarov alterou uma lei religiosa restritiva e aprovou outros atos que ampliaram o controle estatal sobre grupos religiosos. A comissão afirmou que as medidas atingem especialmente muçulmanos independentes e grupos cristãos não registrados, que podem enfrentar assédio, multas, prisão e abuso físico.







