Luiz Inácio Lula da Silva acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2022, para pedir a inelegibilidade de Jair Bolsonaro e Walter Braga Netto. A equipe jurídica do PT apresentou duas Ações de Investigação Judicial Eleitoral contra os dois por suspeitas de uso indevido da máquina pública e de ataques às instituições e ao processo de votação brasileiro.
Uma das ações questionou a criação e a antecipação de benefícios sociais perto do segundo turno. A acusação sustentava que Bolsonaro havia usado dinheiro público para tentar influenciar eleitores por meio do Auxílio Brasil, programa que depois voltou a se chamar Bolsa Família.
O grupo de desenvolvimento social e combate à fome do governo de transição informou ter identificado a inclusão de cerca de 2,5 milhões de beneficiários que moravam sozinhos no Auxílio Brasil às vésperas da eleição. Desde 2018, o número de famílias com apenas um integrante permanecia em torno de 2 milhões. Do fim de 2021 até julho de 2022, o total subiu para cerca de 4,5 milhões, o que levou ao acionamento do TSE.
Nesta 5ª feira (17.set.2026), a 17 dias do 1º turno das eleições gerais de 2026, Lula anunciou um reajuste de 15% no Bolsa Família. A votação do primeiro turno está marcada para 4 de outubro. O governo calculou impacto orçamentário de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de R$ 22,7 bilhões em 2027. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, apresentou os valores.
A partir de 19 de outubro, o benefício terá reajuste de 15,04%, correspondente ao INPC acumulado de 2023 a agosto de 2026. Com a mudança, o benefício médio passará de R$ 675 para R$ 777, e o piso mensal, de R$ 600 para R$ 691.








