A próxima parcela do acordo tributário do Corinthians com a União vence em 30 de setembro. O clube foi notificado pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) após deixar em aberto pagamentos que somam R$ 20,494 milhões.
O débito reúne R$ 14,489 milhões em valores não previdenciários e R$ 6,006 milhões relativos a obrigações previdenciárias. As parcelas são atualizadas pela taxa Selic.
No primeiro contrato, cada uma das 3 parcelas não previdenciárias equivale a R$ 4.829.616,18, em um plano com 120 prestações. Na parte previdenciária, as parcelas são de R$ 2.001.982,48, dentro de um acordo de 60 prestações.
A regra assinada prevê o encerramento da transação quando há falta de pagamento de 3 parcelas consecutivas ou alternadas. Antes disso, a PGFN permite que o Corinthians regularize os valores pendentes.
Efeitos de uma eventual rescisão
Se o acordo for encerrado, a dívida original volta a ser considerada, com abatimento somente do que já foi pago. O clube também não poderá fazer outra transação tributária com a União durante 2 anos, mesmo para débitos que não estejam no contrato atual.
A negociação foi firmada no início de 2026 para reorganizar débitos acumulados em 2 décadas. O acordo reduziu a dívida tributária de R$ 1,2 bilhão para R$ 679 milhões. Apesar de ter sido assinado neste ano, os efeitos foram lançados pela gestão nas contas de 2025, com redução de R$ 217,428 milhões na dívida bruta registrada.
A administração de Osmar Stabile havia quitado as 4 parcelas iniciais, entre fevereiro e maio. Em nota, o Corinthians disse que “está trabalhando, assim como está em contato com a Fazenda, para resolver a questão o mais rápido possível”.
O clube tem dívida total estimada em R$ 2,8 bilhões. No 1º semestre de 2026, registrou deficit de R$ 246 milhões. Também houve atraso em pagamentos ao elenco, incluindo direitos de imagem, férias e premiações.







