SÃO PAULO — Organizadores e a Polícia Militar discutiram antes da caminhada com Luiz Inácio Lula da Silva pela rua Augusta, neste sábado (3.out.2026). O ato seguiu em direção à praça Roosevelt e encerrou a campanha de reeleição do presidente.
A PM informou que agentes se aproximaram dos trios elétricos para orientar o início do deslocamento. Em nota, a corporação disse que atuava para garantir a segurança de manifestantes, pedestres e motoristas e preservar a fluidez do trânsito.
As equipes também buscaram contato direto com as lideranças, segundo a nota, diante da concentração de pessoas e da possibilidade de deslocamento até a praça Roosevelt. A corporação afirmou que mantinha contato com órgãos responsáveis pelo trânsito e que não havia registro de incidentes.
Críticas à prefeitura
Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, afirmou que o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), tentou impedir a caminhada. Haddad também chamou Nunes de “sempre vereador”.
Simone Tebet (PSB), candidata ao Senado e ex-ministra do Planejamento e Orçamento, declarou que “tentaram impedir o povo de ocupar a Paulista”. A concentração ocorreu nas imediações do cruzamento da rua Augusta com a avenida Paulista.
Durante a mobilização, Laércio Ribeiro, secretário nacional de Organização do PT, foi à frente de um dos caminhões para pedir que a militância ocupasse o espaço. Também houve discussão com a PM.
O PT havia criticado a prefeitura durante a semana por uma “tentativa de criar confusão em torno da realização do ato”. O partido afirmou que as ações da administração municipal abriram margem para interpretações de “cunho político com objetivo de prejudicar a mobilização da agenda”.
A prefeitura de São Paulo foi questionada sobre as críticas de Haddad, mas não respondeu até a publicação. Participaram do ato Lula, Geraldo Alckmin, Fernando Haddad, Márcio França, Simone Tebet, Marina Silva e Janja da Silva.








