São Paulo, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,21 · Euro R$ 5,93 · Ibovespa 182.991 +0,00% São Paulo 19°C 19° / 33°
Política

Projeto cria cadastro nacional e eleva punições por maus-tratos a animais

Proposta aprovada pela CCJ do Senado prevê canal de denúncias, consulta a cadastro e penas de até 6 anos; texto será analisado pela Câmara.

Projeto cria cadastro nacional e eleva punições por maus-tratos a animais

Um sistema nacional com canal integrado de denúncias e cadastro de condenados por maus-tratos a animais está entre as medidas previstas no substitutivo aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A proposta segue para análise da Câmara dos Deputados.

O texto determina que o sistema, ainda sujeito a regulamentação pelo Poder Executivo, ofereça denúncias também em formato digital, com anonimato para quem informar os casos. A estrutura deverá usar ferramentas tecnológicas para triagem e integrar órgãos ambientais, forças de segurança e o Ministério Público.

O cadastro reunirá pessoas responsabilizadas por maus-tratos em condenações com trânsito em julgado. A consulta será feita por CPF. O projeto prevê que estabelecimentos que comercializam animais, como canis, gatis, criadouros e mantenedores de fauna, verifiquem o registro antes de transferir a guarda, a posse ou a propriedade de um animal vivo.

Novas sanções

O substitutivo também altera a Lei de Crimes Ambientais, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Política Nacional de Educação Ambiental. A pena para quem abusar, ferir, maltratar ou mutilar animais passa de detenção de 3 meses a 1 ano, além de multa, para reclusão de 2 a 5 anos.

Em situações que envolvam tortura, abuso sexual ou transmissão das agressões em redes sociais, a punição poderá chegar a até 6 anos. Se o animal morrer, haverá aumento de um sexto a um terço.

A proposta inclui a negligência nos cuidados básicos entre as condutas tipificadas. Também prevê, como consequência automática da condenação, a proibição de guardar, ter a posse ou ser proprietário de animais. A restrição alcança ainda atividades comerciais, profissionais ou assistenciais com contato direto com animais.

Crianças e adolescentes

As mudanças no ECA incluem entre as responsabilidades de pais e responsáveis a formação ética de crianças e adolescentes para o respeito à vida e o cuidado com os animais.

Para adolescentes, o texto prevê serviços comunitários de caráter educativo e restaurativo em entidades de proteção animal, abrigos ou programas de bem-estar animal. Os responsáveis poderão receber multas proporcionais à condição econômica.

A CCJ concluiu a aprovação do substitutivo na 5ª feira (2.set.2026). O projeto original é do senador Confúcio Moura (MDB-RO), e o texto aprovado foi apresentado pela relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF). Ela afirmou que a proposta reúne medidas penais, educativas e preventivas e busca organizar diferentes iniciativas sobre o tema.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5