O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), deverá reavaliar o mandado de segurança apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) depois de receber informações do Senado e uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). A análise trata do pedido para obrigar a instalação da CPI do Banco Master.
Zanin havia negado, no último dia 22, a liminar solicitada por Vieira. Na decisão, o ministro afirmou que era necessário examinar o andamento de outros requerimentos relacionados ao Master antes de concluir que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), cometeu omissão inconstitucional.
O relator também registrou que os documentos apresentados pelo senador não comprovavam de maneira inequívoca que Alcolumbre descumpria uma obrigação ao não prosseguir com o pedido de criação da comissão.
Novo pedido
Vieira se reuniu nesta segunda-feira (28) com Zanin e pediu a reconsideração da decisão. Conforme a assessoria do senador, o ministro disse que pretende reexaminar o caso em breve.
O senador recorreu ao STF após Alcolumbre não dar andamento à instalação da CPI. A comissão pretendida por Vieira investigaria relações dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Na argumentação, Vieira afirmou que, uma vez atendidas as exigências para criar uma CPI, o presidente do Senado não poderia barrar a formação do colegiado. O requerimento foi protocolado em 9 de março de 2026, com a assinatura de 41 senadores. O total supera o mínimo constitucional de um terço da Casa, equivalente a 27 senadores.
Em abril deste ano, Vieira também tentou incluir Moraes, Toffoli, o ministro Gilmar Mendes e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, entre os indiciados em seu relatório para a CPI do Crime Organizado, com base no caso Master. A comissão rejeitou o relatório.








