São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,18 · Euro R$ 5,88 · Ibovespa 186.340 +0,00% São Paulo 23°C 18° / 28°
Política

Campanha de Renan Santos apresenta plano com foco regional para o SUS

Proposta prevê ativar 172 regiões de saúde, ampliar a transparência da Anvisa e estimular a indústria nacional.

Campanha de Renan Santos propõe regionalizar o SUS

A campanha de Renan Santos (Missão) à Presidência da República apresentou propostas para a saúde a representantes da indústria farmacêutica. O plano é dividido em regionalização do Sistema Único de Saúde (SUS), transparência regulatória e estímulo à indústria nacional.

Felipe Roth, médico radiologista e coordenador da área de saúde da campanha, detalhou as medidas. O encontro reuniu Abiis, Abimed, Acessa, Grupo FarmaBrasil, Interfarma, PróGenéricos e Sindusfarma.

Regionalização do SUS

A campanha propõe ativar 172 regiões de saúde e organizar os mais de 5.000 municípios do país em áreas com características culturais e geográficas semelhantes. A intenção é garantir a presença do Ministério da Saúde em cada região para identificar necessidades e planejar a aplicação de recursos.

“É impossível você fazer a gestão de 5.000 municípios do Ministério da Saúde”, afirmou Roth. Segundo ele, o mapa das regiões existe desde 2011, mas ainda não foi colocado em operação.

A proposta também altera a lógica das emendas parlamentares. Deputados poderiam destinar recursos às necessidades definidas pelo planejamento regional, com a aplicação vinculada aos resultados entregues à população. Roth afirmou que o modelo atual favorece decisões eleitorais em vez de planejamento estratégico.

Sobre o financiamento, ele disse que o orçamento da saúde deverá ficar no limite mínimo diante do arcabouço fiscal para 2027. A campanha defende vincular os reajustes do piso constitucional às metas de inflação, por meio de uma PEC de autoria do deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP), que está em tramitação.

Anvisa e indústria

O segundo eixo prevê transparência nas filas regulatórias da Anvisa. Roth afirmou que o prazo médio para liberar produtos é de 257 dias, acima dos 180 dias previstos na legislação. A campanha quer ampliar a estrutura técnica da agência por meio de parcerias com institutos federais e universidades, além de melhorar salários e planos de carreira.

O terceiro eixo prevê zonas econômicas especiais para a indústria da saúde e a ampliação das Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs). A campanha afirma que a medida pode estimular a produção e a inovação nacionais, ampliar o portfólio fabricado no país, reduzir custos e aumentar a escala do setor.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5