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Saúde

MenQuadfi passa a ser autorizada para bebês desde as primeiras semanas de vida

Anvisa ampliou a indicação da vacina contra os sorogrupos A, C, W e Y, mas o uso para bebês está restrito à rede privada.

MenQuadfi passa a ser autorizada para bebês desde as primeiras semanas de vida
Foto: Reprodução/Getty Images

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ampliou a faixa etária de uso da vacina MenQuadfi, que protege contra os sorogrupos A, C, W e Y da bactéria meningococo. O imunizante poderá ser administrado em bebês a partir de 6 semanas de idade na rede privada.

A resolução foi publicada na terça-feira, 8. Antes, a indicação começava em 1 ano. A autorização é regulatória e não determina a inclusão imediata da vacina no calendário da rede pública.

Vacinação no SUS

Desde 2025, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a vacina meningocócica ACWY para crianças de 1 ano, como dose de reforço, e para adolescentes de 11 a 14 anos. Para bebês, o calendário prevê a meningocócica C aos 3 meses e aos 5 meses, além da dose de reforço da ACWY aos 12 meses.

O Ministério da Saúde informou que “a expectativa é que essa vacina passe a ser ofertada também a partir dos três meses de idade no ano que vem”.

A vacina MenQuadfi pode ser aplicada por via intramuscular. De acordo com a Anvisa, a avaliação de segurança considerou dados de 6.060 bebês vacinados entre 6 semanas e menos de 12 meses, além de 5.373 crianças que receberam uma dose de reforço a partir dos 12 meses.

A agência afirmou que os resultados mostraram um perfil de segurança consistente com o esperado para vacinas meningocócicas conjugadas, sem novas preocupações relevantes identificadas.

Meningite e proteção contra o sorogrupo B

A meningite pode causar febre, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, náuseas, vômitos, sensibilidade à luz e alteração do estado mental. Em bebês, também podem ocorrer irritabilidade, recusa alimentar, choro persistente, sonolência, vômitos e abaulamento da moleira.

A vacina ACWY não protege contra o sorogrupo B. Em 2025, ele respondeu por 55% dos casos de doença meningocócica com identificação do sorogrupo no país. Entre bebês menores de um ano, o percentual foi de 73%.

A vacina contra o meningococo B está disponível somente na rede privada. Em maio, o Ministério da Saúde decidiu não incorporar a vacina meningocócica B recombinante (4CMenB) ao SUS para crianças menores de 1 ano. A pasta citou, entre outros fatores, o alto custo, a existência de um único fornecedor e a ausência de comprovação de impacto na imunidade de rebanho.

O infectologista Daniel Prestes, da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), afirmou que a nova autorização permite iniciar a proteção mais cedo. Ele também destacou que o esquema indicado deve ser definido com o pediatra ou o serviço de vacinação.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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