O ministro André Mendonça afirmou que o celular de Daniel Vorcaro está lacrado em seu gabinete e que não manuseou o aparelho. A declaração foi enviada ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, durante o impasse sobre o acesso ao conteúdo do telefone.
Mendonça disse que o aparelho físico é mantido como contraprova, caso seja necessário comprovar eventual perda ou extravio do material original, que permanece sob custódia da Polícia Federal. Ele também informou ter recebido da PF, em março de 2026, uma cópia de segurança dos dados armazenados em um disco rígido criptografado. Esse material continua lacrado.
Acesso ao conteúdo
O ministro Cristiano Zanin pediu acesso à íntegra do espelhamento do celular. Para ele, os integrantes do colegiado precisam conhecer todo o conteúdo para analisar o caso. Zanin afirmou que o lacre da cópia não impede o compartilhamento das informações com os demais ministros e disse que a defesa de Vorcaro já acessou todo o material.
Alexandre de Moraes apoiou o pedido e declarou que não cabe ao relator decidir quais documentos devem ficar disponíveis aos demais integrantes do colegiado durante o julgamento. Gilmar Mendes também solicitou acesso aos dados e pediu que Fachin acione diretamente a Polícia Federal se Mendonça não liberar o material.
Prazo para a PF
Fachin determinou que a Polícia Federal preste, em 24 horas, informações sobre as condições de armazenamento do celular e do conteúdo nele guardado. A solicitação ocorreu antes da sessão do STF marcada para 3ª feira (15.set.2026), quando o caso será analisado.
A medida foi tomada após os pedidos de Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes pelo compartilhamento integral dos dados. O telefone foi apreendido pela PF durante as investigações envolvendo Vorcaro.








