O Conselho Superior do Ministério Público Federal formou maioria nesta 6ª feira (25.set.2026) para manter Paulo Gonet à frente das investigações sobre o caso Master. Em outra votação, o colegiado registra empate de 3 a 3 sobre o arquivamento do pedido do partido Novo para abrir uma investigação preliminar contra o procurador-geral da República.
O conselho tem 9 votantes. Francisco Sanseverino, relator, votou contra o impedimento de Gonet e pelo arquivamento da apuração. Alexandre Camanho acompanhou o relator. Janice Agostinho Barreto Ascari votou contra o impedimento, mas defendeu a abertura da investigação. Samantha Chantal Dobrowolski reconheceu o impedimento e também votou pela investigação. José Adonis acompanhou a abertura da apuração.
Ana Borges Santos e Hindenburgo Chateaubriand, vice-procurador-geral da República, ainda não concluíram seus votos. A sessão é presidida por Nicolao Dino, vice-presidente do conselho. Gonet não participou porque é alvo do procedimento interno.
Motivo do pedido
O Novo pediu o afastamento de Gonet da condução do caso Master após o nome dele aparecer em um relatório da Polícia Federal tornado público em 1º de setembro de 2026. O documento foi requisitado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
Dobrowolski defendeu a designação de um integrante do MPF para apurar a conduta de Gonet e uma eventual prática de prevaricação. Para ela, o procurador-geral deveria ter adotado mais cuidados por ocupar uma função pública. A conselheira também criticou o pedido de nulidade da investigação feito por Gonet. “Ninguém pode ser juiz de si mesmo”, afirmou.
Sanseverino defendeu o arquivamento. Para o relator, as informações da Polícia Federal não apresentam indícios suficientes contra Gonet.
Mensagens encontradas pela PF no celular de Vorcaro mencionam o procurador-geral. O ex-advogado de Vorcaro, Ciro Soares, enviou ao cliente uma foto ao lado de Gonet e escreveu: “Liga aqui. Ele quer falar com você”.
A PF também encontrou uma imagem de Vorcaro com Gonet em um evento em Londres, no Reino Unido. O registro foi enviado por Soares em 19 de junho de 2025, acompanhado da mensagem “PG me mandou”. A Procuradoria Geral da República confirmou a autenticidade da foto.
Em sessão do Supremo de 15 de setembro, Gonet afirmou que encontrou Vorcaro uma única vez, em abril de 2024, durante um evento com outras autoridades, e disse que os elementos analisados não indicavam irregularidade de sua parte.








