Corinthians, Santos e São Paulo atravessam crises esportivas, financeiras e políticas após serem eliminados de competições sul-americanas. Os três clubes estão distantes das primeiras posições do Brasileirão, única competição que restou em 2026, e terminarão o ano sem títulos.
O Corinthians ainda fará 11 jogos na temporada. Santos e São Paulo terão mais 12 partidas. Os três clubes também enfrentam problemas econômicos, com atrasos recentes em salários e direitos de imagem. O Corinthians continua com dois transfer bans ativos; até semanas atrás, Santos e São Paulo também tinham a mesma punição.
Situação financeira e desempenho
O Corinthians registrou déficit de R$ 246 milhões até junho deste ano e tem dívida na casa de R$ 2,8 bilhões. No Santos, o déficit foi de R$ 119,6 milhões no primeiro semestre deste ano, enquanto o endividamento chegou a R$ 1,2 bilhão. O São Paulo não divulgou balancete neste ano e fechou 2025 com dívida de R$ 858 milhões.
Fernando Diniz está no Corinthians desde abril e soma 13 vitórias, 10 derrotas e nove empates, com aproveitamento de 50%. O time perdeu cinco partidas seguidas no Brasileirão e ocupa o 14º lugar. Também foi eliminado pelo Internacional nas oitavas da Copa do Brasil e pelo Estudiantes nas quartas da Conmebol Libertadores.
Cuca, contratado pelo Santos em março, tem 15 vitórias, nove derrotas e 13 empates, com aproveitamento de 52%. A equipe está invicta há cinco jogos no Brasileirão e ocupa o 10º lugar. O Santos caiu diante do Palmeiras na Copa do Brasil e do Atlético-MG na Copa Sul-Americana, ambos nas quartas.
Dorival Júnior voltou ao São Paulo em maio. Desde então, foram quatro vitórias, seis empates e seis derrotas, com aproveitamento de 37,5%. O clube está em 12º no Brasileirão e foi eliminado pelo Boca Juniors nas quartas da Sul-Americana.
Eleições nos clubes
No Corinthians, a eleição para presidente e 200 conselheiros será realizada em 28 de novembro. Ainda há incerteza sobre uma eventual candidatura de Osmar Stabile à reeleição. No Santos, não há data definida para a votação. Marcelo Teixeira não informou se concorrerá, enquanto Maurício Maruca já lançou sua candidatura e Ivan Luduvice afirma que também disputará o cargo.
No São Paulo, o próximo presidente será escolhido pelos conselheiros. A eleição está marcada para a primeira quinzena de dezembro. Harry Massis não descarta disputar um mandato completo, e a oposição busca um nome de consenso.








