Augusto Cury (Avante) defendeu que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tenham mandatos de oito anos e que as investigações sobre o caso envolvendo o Banco Master avancem. As declarações foram dadas durante sabatina do SBT Brasil, na sexta-feira (11).
O candidato à Presidência afirmou que o julgamento no STF deve ser aberto e ocorrer com rapidez suficiente para que os eleitores tenham acesso às informações antes das eleições. Cury também declarou apoio ao ministro André Mendonça e disse que candidatos envolvidos em eventuais irregularidades não deveriam receber votos.
Durante a entrevista, Cury afirmou ser vítima do caso Master e disse que mais de 12 mil pessoas investiram na Fictor. Segundo ele, ao saber que a instituição compraria o Banco Master, pediu imediatamente o encerramento das operações. Os investidores, acrescentou, tentam recuperar os valores aplicados.
“Estou com um grupo de advogados para receber esse dinheiro de volta, mas eles querem pagar com desconto”, declarou.
Críticas a Vorcaro
Em uma peça de propaganda eleitoral publicada no sábado (12), Cury criticou as relações políticas de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e controlador do Banco Master. Ele associou a agenda do empresário a ministros, presidentes de partido, governadores e presidentes de Casas.
Na publicação, o candidato afirmou que os eleitores terão uma escolha no dia 4 de outubro e pediu que rejeitem candidatos ligados a Vorcaro. “Não vote em quem está na agenda, vote em quem está na fila”, escreveu.
Cury classificou o caso Master como criminoso e afirmou que “o Brasil está sendo governado por um celular”. Ele também defendeu que as apurações sigam “até as últimas consequências”.








