Mais de mil publicações que associavam Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a um suposto plano contra o título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil deverão ser removidas das redes sociais. A determinação é do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que atuou como integrante do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A ordem alcança Meta, X, TikTok e YouTube. Na decisão, Mendonça registrou que a narrativa continuou circulando em diferentes plataformas mesmo depois de ter sido desmentida e corrigida. “A primeira petição superveniente já apontava 1.301 novas publicações em período posterior à correção”, escreveu o ministro.
Origem da informação falsa
O boato surgiu a partir de um comentário da jornalista Maria Cristina Fernandes na GloboNews. A emissora e o próprio Flávio Bolsonaro desmentiram a informação. “É uma mentira que eu teria apoiado algum projeto que fosse retirar Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. Jamais faria isso”, afirmou o político.
A equipe de Flávio apresentou uma notícia-crime à Procuradoria-Geral Eleitoral. O documento denuncia uma suposta “ação de rede orquestrada” para espalhar desinformação e influenciar negativamente o eleitorado. Conforme a campanha, a disseminação começou na noite de quinta-feira (24), e a denúncia menciona pelo menos 29 perfis.
Publicações após o desmentido
André Janones publicou um vídeo no X incentivando a divulgação da alegação e disse que havia verificado a informação. A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) também publicou mensagem sobre a suposta proposta, embora o conteúdo já tivesse sido desmentido.
Na ação apresentada à Procuradoria-Geral Eleitoral, a equipe de Flávio afirmou que o caso envolveria o direito do eleitor de votar sem fraudes informacionais. O documento também relaciona a denúncia ao contexto de uma eleição presidencial.








