Os advogados de Roberta Luchsinger e de Fábio, conhecido como Lulinha, questionaram a autenticidade e a divulgação de mensagens analisadas pela Polícia Federal. Roberta é investigada com o filho mais velho do presidente em três inquéritos por tráfico de influência.
Roberto Podval, advogado de Roberta, afirmou que não comentaria o caso e associou o vazamento a interesses eleitorais. “A defesa de Roberta Luchsinger não comenta fatos sem comprovação, vazados ilegalmente de um inquérito com autos sob sigilo, com nítido interesse eleitoral e às vésperas do primeiro turno”, declarou.
Marco Aurélio de Carvalho, que defende Fábio, também colocou em dúvida o conteúdo das comunicações. Segundo ele, o cliente não tem como comentar iniciativas de pagamentos realizadas por terceiros. “O Fábio não tem relação direta ou indireta com nenhum ilícito, e isso restará comprovado ao final do processo”, disse.
O que aparece nas mensagens
As comunicações atribuem a Roberta a ordem para que um funcionário fizesse um pagamento a um alto servidor do governo federal. O valor mencionado é de R$ 60 mil, com orientação para dividir os depósitos em dinheiro vivo entre três pessoas, com o objetivo de despistar a fiscalização.
A suspeita da PF é que os pagamentos tenham direcionado contratos firmados com representantes da lobista. Os nomes dos personagens envolvidos não foram mencionados porque as defesas não haviam sido localizadas.








