TURQUIA — A adoção de embarcações híbridas e elétricas pode reduzir em 63% as emissões de gases de efeito estufa no Mar de Mármara até 2050, segundo estudo da Organização Marítima Internacional (OMI). A conversão completa da frota para operações elétricas elevaria a redução para 84%.
O Mar de Mármara é usado anualmente por 25 milhões de passageiros. A análise conclui que os novos sistemas de propulsão são viáveis para todas as operações de lanchas e ferries avaliadas na região, em comparação com a manutenção das atividades movidas a diesel.
A transição também poderia evitar quase 500 milhões de euros em custos relacionados a danos à saúde e ao meio ambiente. No cenário mais favorável, os investimentos apoiariam cerca de 1.100 empregos por ano até 2050. O estudo também menciona aproximadamente 27.500 postos anuais até 2051.
Desafios e medidas
A implantação em larga escala depende da expansão da infraestrutura de carregamento, do investimento inicial e de um plano coordenado. Entre as ações prioritárias estão o fornecimento de eletricidade de baixo carbono nos portos, a criação de incentivos financeiros e a inclusão de critérios ambientais nos concursos públicos para o serviço de embarcações.
A OMI recomenda coordenação entre governo, municípios, portos, operadores de lanchas e o setor energético turco. A iniciativa pode aproveitar a experiência da Turquia na construção naval, contribuir para o desenvolvimento da indústria de energias renováveis e reduzir a dependência de combustíveis marítimos importados.
O programa GreenVoyage2050 e o Ministério dos Transportes e Infraestruturas da Turquia buscam avançar com um 1º projeto-piloto de eletrificação no Mar de Mármara. A proposta é demonstrar os benefícios técnicos, ambientais e comerciais apontados no estudo.








