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Pesquisa detalha composição de eletrólitos para conter dendritos em baterias de sódio

Simulações do CINE mostram como defeitos no ânodo influenciam a formação da camada protetora das baterias.

Pesquisa detalha composição de eletrólitos para conter dendritos em baterias de sódio

Simulações do Centro de Inovação em Novas Energias (CINE) indicam como a composição dos eletrólitos pode ajudar a conter dendritos em baterias de íons de sódio. As estruturas em forma de agulha surgem quando a camada protetora do ânodo se forma de maneira irregular e podem contribuir para falhas de segurança e redução da vida útil.

O estudo analisou, em escala atômica, a interação entre moléculas de eletrólitos e uma superfície de sódio metálico com imperfeições. Os pesquisadores simularam o comportamento de 22 espécies químicas presentes em eletrólitos para verificar quais moléculas se ligam a diferentes pontos do ânodo.

O papel dos defeitos

A camada estudada é chamada de interface de eletrólito sólido (SEI). Ela resulta da decomposição de componentes do eletrólito e, quando apresenta boa qualidade, impede reações contínuas entre o ânodo e o eletrólito, sem bloquear a passagem de íons de sódio durante os ciclos da bateria.

A equipe identificou que pequenas elevações e cavidades na superfície do sódio funcionam como pontos de maior atividade química. A geometria dessas áreas influencia a fixação das moléculas e o modo como a SEI começa a se formar.

“Essas irregularidades na superfície do sódio funcionam como pontos críticos de atividade química”, disse Tapasendra Adhikary, primeiro autor do artigo e pesquisador de pós-doutorado no Instituto de Química de São Carlos da Universidade de São Paulo (IQSC-USP).

Orientações para os eletrólitos

A primeira recomendação é priorizar sais que liberem fluoreto. Segundo os pesquisadores, o composto se liga aos pontos reativos e forma fluoreto de sódio, uma camada inorgânica resistente capaz de vedar áreas vulneráveis e bloquear o crescimento de dendritos.

A 2ª orientação é combinar esses sais com solventes de carbonato cíclico. A estratégia busca favorecer uma camada protetora com fluoreto e carbonato nas regiões mais sensíveis do ânodo.

Os autores também recomendam que novas formulações sejam desenvolvidas e testadas em superfícies reais e imperfeitas dos eletrodos, e não apenas em modelos planos. A pesquisa foi coordenada por Juarez L. F. da Silva, professor do IQSC-USP e coordenador do programa de Design Computacional de Materiais do CINE. O conteúdo foi publicado em 7 de setembro de 2026.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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