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Política

Fachin mantém sigilo sobre suspeição de Toffoli no caso Master

Presidente do STF determinou a abertura de documentos sob relatoria de Mendonça, mas não liberou a ação que envolve Toffoli.

Fachin mantém sigilo sobre suspeição de Toffoli no caso Master

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou a retirada do sigilo de documentos do caso Master sob relatoria de Mendonça, mas mantém restrita uma ação que reúne informações sobre a relação entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Dias Toffoli.

A decisão para liberar parte dos documentos foi tomada nesta quinta-feira (10), após manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Fachin deu 24 horas para que Mendonça tornasse públicos os registros ainda sigilosos, com exceção daqueles cuja divulgação pudesse prejudicar investigações em andamento.

Processo sobre Toffoli

A ação mantida sob sigilo é uma arguição de suspeição apresentada pela Polícia Federal (PF) contra Toffoli. O pedido foi arquivado, mas levou à troca da relatoria de procedimentos ligados ao caso Master. O processo, identificado como Arguição de Suspeição (AS) nº 244, contém os indícios usados pela PF para questionar a participação de Toffoli no julgamento de questões relacionadas ao banqueiro.

O relatório enviado a Fachin teria reunido menções ao ministro, registros de contatos e informações sobre negócios ligados ao seu entorno. A PF também identificou mensagens entre Vorcaro e o cunhado dele, Fabiano Zettel, que indicariam pagamentos de pelo menos R$ 20 milhões do fundo Arleen à Maridt após um contrato firmado em 2024.

Entre 2021 e 2025, o fundo Arleen, ligado à rede de negócios do Banco Master, dividiu com familiares de Toffoli a participação no Tayayá, resort fundado pela família do ministro em Ribeirão Claro (PR). Toffoli confirmou ser sócio da Maridt, empresa que já esteve entre as proprietárias do empreendimento.

Em relatório mais recente, a PF passou a trabalhar com a hipótese de que Toffoli pudesse ser o beneficiário final ou proprietário de fato do Arleen.

Sigilos da Maridt

Depois que a CPI do Crime Organizado aprovou a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da Maridt, a empresa recorreu ao STF em uma ação arquivada há três anos, relacionada à quebra de sigilos da produtora Brasil Paralelo na CPI da Pandemia.

O decano suspendeu a medida e determinou que o processo fosse reautuado como habeas corpus e distribuído por prevenção ao mesmo mandado de segurança. Em seguida, Fachin advertiu os ministros sobre a necessidade de seguir o rito de processamento e validação pela secretaria judiciária em petições apresentadas em processos arquivados.

O STF não informou se o sigilo da AS nº 244 será retirado.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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