O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou, nesta quinta-feira (17), o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça de usar a relatoria do caso Master para fazer política e divulgar denúncias seletivas. Lula também defendeu que Mendonça seja julgado junto com Alexandre de Moraes.
“Está provado que ele estava fazendo política, fazendo denúncia seletiva e divulgando aquilo que interessava a ele”, disse o presidente em entrevista à rádio Itatiaia. A declaração se refere ao acesso de Mendonça ao telefone de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Master.
Análise no Supremo
O Supremo começou, na terça-feira (15), a analisar um relatório da Polícia Federal divulgado por Mendonça. O documento revelou mensagens entre Moraes e Vorcaro. Em resposta, Moraes pediu a investigação de Mendonça por supostas irregularidades na condução das apurações sobre o banco Master e os descontos ilegais do INSS.
A sessão foi interrompida depois de um pedido de vista do ministro Flávio Dino. Os ministros ainda não decidiram se Moraes e Mendonça devem ser julgados juntos.
Lula afirmou que todos os envolvidos devem ser analisados no mesmo momento. O presidente citou o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Nunes Marques, e disse que os ministros precisam tornar públicos os materiais já obtidos.
O presidente também afirmou que Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, está envolvido em irregularidades relacionadas ao Master. Lula declarou ainda que a defesa feita por sua família a Moraes está ligada à prisão de integrantes da família Bolsonaro e ao papel do ministro na defesa da democracia.
Mendonça foi indicado ao Supremo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Dino foi indicado por Lula. Sobre o pedido de vista, o presidente disse ter certeza de que o ministro devolverá o processo no momento adequado.
Lula voltou a acusar Mendonça de promover vazamentos seletivos. Segundo o presidente, o telefone de Vorcaro também está com Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, e as informações relevantes devem ser divulgadas.








