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Política

Flávio Bolsonaro admite negociação com Vorcaro após negar vínculo com banqueiro

Senador disse ter buscado patrocínio para filme sobre Jair Bolsonaro, depois de associar o caso Master ao PT e à esquerda.

As mudanças nas versões de Flávio Bolsonaro sobre sua ligação com Daniel Vorcaro

Flávio Bolsonaro admitiu ter negociado com Daniel Vorcaro pagamentos para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro, depois de negar publicamente qualquer vínculo com o banqueiro e associar o caso Banco Master ao PT e à esquerda.

A admissão ocorreu após a divulgação de mensagens e áudios. Em nota, o senador afirmou que buscava um “patrocínio privado para um filme privado” sobre a história do próprio pai. Também disse que conheceu Vorcaro em dezembro de 2024 e que havia um contrato para o financiamento.

De acordo com as informações divulgadas, Vorcaro teria repassado R$ 61 milhões para a produção de Dark Horse, ainda não lançada. O valor total acordado seria de US$ 24 milhões, equivalente a cerca de R$ 134 milhões na época. Flávio teria cobrado o banqueiro por mensagens após atrasos nos pagamentos.

Vorcaro está preso sob acusação de comandar fraudes bilionárias no Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro. Ele negocia um acordo de delação premiada.

Antes da divulgação dos diálogos, Flávio havia respondido que era mentira quando questionado sobre o financiamento. Em 23 de março deste ano, também classificou como “narrativa falsa que o Lula tem criado” a associação de sua família e da extrema direita com Vorcaro.

Críticas ao PT e defesa de CPI

O senador defendeu diversas vezes a criação de uma CPI ou CPMI para investigar o Banco Master. Em publicações de 25 de março e 9 de maio, afirmou que o PT não queria investigar o caso e relacionou o banco ao presidente Lula, a Jaques Wagner e a Rui Costa.

As acusações envolveram a venda de operações de crédito consignado do CredCesta. Informações enviadas pela Receita Federal à CPI que investiga o crime organizado indicaram que, entre 2022 e 2024, o Master registrou R$ 2,4 bilhões em receitas com a venda dessas carteiras, contra R$ 1,9 bilhão gerado pelas mesmas operações.

Rui Costa afirmou que vendeu um negócio estatal deficitário para reduzir o prejuízo público e negou irregularidades. Jaques Wagner também negou envolvimento em negociações ou contratos relacionados ao banco. A empresa da nora de Wagner manteve contrato com o Master durante três anos e recebeu pagamentos entre 2022 e 2025.

Em março, após a divulgação de uma doação de R$ 3 milhões feita pelo cunhado de Vorcaro à campanha presidencial de Jair Bolsonaro, Flávio afirmou que não houve vinculação ou contrapartida. Ele também disse que a relação do Banco Master estava longe de chegar perto da direita.

O senador ainda criticou uma reunião entre Lula e Vorcaro no Palácio do Planalto, em dezembro de 2024, que não havia sido registrada em agenda oficial. Ao comentar a possibilidade de delação, Flávio declarou esperar que Vorcaro entregue tudo o que sabe.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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