Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma simulação de segundo turno da pesquisa Quaest. O senador tem 42% das intenções de voto, contra 40% do presidente. A diferença está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais e configura empate técnico. Na rodada anterior, os dois registravam 41%.
O avanço ocorreu em segmentos estratégicos. Entre as mulheres, Flávio passou de 37% para 38%, enquanto Lula recuou de 43% para 41%. A diferença caiu de seis para três pontos percentuais, com margem de erro de três pontos nesse grupo.
Michelle Bolsonaro (PL-DF) ampliou a participação na campanha do enteado e publicou vídeos convocando dirigentes estaduais do PL Mulher a apoiar Flávio. Em uma das gravações, afirmou: “Eu convoco vocês e todas as mulheres de bem da nossa nação para apoiarmos Flávio Bolsonaro como o próximo presidente do Brasil”. Fernanda Bolsonaro também passou a aparecer com mais frequência em atos e nas redes sociais da campanha, com discursos sobre segurança das mulheres e família.
Avanço no Sudeste
No Sudeste, Flávio passou de 43% para 47%, enquanto Lula caiu de 35% para 31%. A vantagem do senador aumentou de oito para 16 pontos percentuais. A margem de erro para a região é de três pontos.
Entre eleitores de 35 a 59 anos, o cenário também mudou. Lula tinha 42% e Flávio, 40%. Agora, o senador registra 44%, contra 39% do presidente. Entre eleitores com ensino superior, Flávio avançou de 47% para 49%, e Lula recuou de 38% para 34%. A vantagem passou de nove para 15 pontos. A margem de erro nesses segmentos é de três pontos.
A campanha de Flávio também passou a explorar a desconfiança em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF). Na pesquisa, 56% disseram não confiar na Corte, ante 46% em agosto. Outros 30% afirmaram confiar pouco, e 9%, confiar muito. Entre eleitores independentes, a desconfiança chegou a 65%, contra 50% na rodada anterior.
O levantamento ouviu presencialmente 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, entre 10 e 13 de setembro de 2026. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e margem de erro de aproximadamente dois pontos percentuais para o conjunto da amostra. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-03607/2026.








