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Saúde

Sarampo mata quarta pessoa não vacinada na Pensilvânia em 2026

Jovem de 18 anos morreu por uma complicação neurológica da doença; estado registra quase 700 casos em 38 condados.

Sarampo mata quarta pessoa não vacinada na Pensilvânia em 2026
Foto: Reprodução/Getty Images

Um jovem de 18 anos que não havia sido vacinado morreu de sarampo na Pensilvânia, nos Estados Unidos. É a quarta morte causada pela doença no estado em 2026. A confirmação foi divulgada na terça-feira, 15, pelo departamento de saúde do Condado de Mifflin, onde ele morava.

A causa da morte foi encefalomielite disseminada aguda, uma complicação neurológica grave associada ao sarampo. Nenhuma das quatro vítimas registradas no estado havia sido vacinada.

No sábado, 12, uma mulher de 40 anos do Condado de Jefferson morreu após complicações da doença. No mês passado, dois bebês infectados morreram no Condado de Lancaster.

O surto já alcançou 38 condados da Pensilvânia, com quase 700 casos relatados neste ano e cerca de 100 registros nos últimos sete dias. O infectologista Bernardo Maia, diretor do pronto-socorro e da UTI do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, afirmou que o risco de disseminação para outros estados americanos é alto.

“Quando temos 676 casos distribuídos por 37 condados e um surto que se prolonga há meses, já não estamos falando de episódios isolados de sarampo, mas de transmissão comunitária sustentada em diferentes áreas da Pensilvânia”, disse Maia.

A transmissão sustentada não significa, por si só, que a doença voltou a ser endêmica na Pensilvânia. Para que isso seja considerado, é necessário que uma mesma cadeia de transmissão viral permaneça ativa por pelo menos 12 meses.

Viagens e deslocamentos podem levar o vírus de uma comunidade para outra. A possibilidade de novas cadeias de transmissão depende da quantidade de pessoas suscetíveis no local para onde o vírus chegar. Segundo Maia, comunidades com baixa vacinação são mais vulneráveis à disseminação.

Situação no Brasil

O sarampo foi eliminado como problema de saúde pública no Brasil em 2016, mas o país perdeu esse status em 2019, após a retomada da circulação do vírus. Desde então, foram reforçadas a vacinação e a vigilância para evitar novos surtos.

Em São Paulo, o número de casos confirmados chegou a 30 no dia 9, conforme a Secretaria de Estado da Saúde. O balanço incluiu dois novos casos em crianças com menos de 2 anos na capital paulista.

A secretaria identificou quatro cadeias de transmissão no estado em 2026. A primeira ocorreu entre março e abril, foi associada a dois casos importados e encerrada após 12 semanas sem novos registros relacionados. As cadeias identificadas em junho, julho e agosto continuam sendo monitoradas pelas equipes estaduais e municipais.

O trabalho inclui investigar os casos, localizar pessoas que tiveram contato com os infectados e avaliar a necessidade de vacinação de bloqueio. Uma campanha em televisão, rádio e veículos independentes orienta a população a procurar os postos de saúde para verificar a situação vacinal e atualizar a caderneta.

Crianças de 6 a 11 meses podem receber a dose zero em situações de risco aumentado de exposição ao vírus. A aplicação não substitui as doses previstas no calendário de rotina.

A partir de 12 meses, a primeira dose da tríplice viral é indicada aos 12 meses, e a segunda, aos 15 meses, com a vacina tetraviral ou a combinação da tríplice viral com a vacina contra varicela. Pessoas de 5 a 29 anos devem iniciar ou completar duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias. Entre 30 e 59 anos, é indicada uma dose para quem não tiver comprovação de vacinação anterior.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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