Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta 5ª feira (17.set.2026) que, se for eleito presidente, pretende proteger o Supremo Tribunal Federal de ministros como Alexandre de Moraes. Durante uma live semanal no YouTube, o candidato também disse que poderá indicar 5 integrantes para a Corte, caso Moraes deixe o tribunal.
Flávio declarou que escolherá “homens e mulheres que sejam contra o aborto, contra as drogas, que respeitem a Constituição e que não usem a caneta para fazer perseguição política”. Ele afirmou ainda que defenderá o STF de Moraes, a quem atribuiu falta de condições para continuar no cargo.
A possibilidade de nomear 5 ministros foi apresentada pelo candidato como uma projeção relacionada ao calendário de aposentadorias e à eventual indicação ainda em 2026 para a vaga aberta com a saída de Luís Roberto Barroso, em 2025. O próximo presidente eleito em outubro deve nomear cerca de 4 integrantes para o tribunal.
Aposentadorias previstas
Luiz Fux é o ministro mais próximo da aposentadoria compulsória e deve deixar o STF em 2028. Cármen Lúcia tem saída estimada para 2029, enquanto Gilmar Mendes deve se aposentar em 2030. Essas mudanças abririam 3 vagas nos próximos 4 anos.
Se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não indicar ainda em 2026 um nome para a vaga de Barroso, o próximo chefe do Executivo terá 4 nomes para escolher. Flávio criticou a hipótese de Lula indicar mais ministros alinhados a Moraes ou Flávio Dino.
Dino foi indicado por Lula em 2023 e tomou posse no STF em 2024. Moraes foi indicado pelo ex-presidente Michel Temer em 2017 e também assumiu o cargo no mesmo ano.
Os ministros do Supremo têm mandato vitalício, mas precisam deixar o cargo ao completar 75 anos, conforme a Constituição. A regra também se aplica aos demais tribunais superiores e aos cargos da magistratura.








