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Rússia e China vetam extensão de grupo que fiscaliza sanções ao Irã

Proposta dos Estados Unidos recebeu 11 dos 15 votos no Conselho de Segurança, mas foi barrada pelos dois membros permanentes.

Rússia e China vetam extensão de grupo que fiscaliza sanções ao Irã

Rússia e China vetaram nesta quinta-feira (17), no Conselho de Segurança da ONU, a proposta dos Estados Unidos para manter por mais um ano o grupo que investiga possíveis violações das sanções internacionais contra o Irã. O mandato atual termina em 26 de setembro.

A resolução teve 11 votos favoráveis entre os 15 integrantes do órgão. Paquistão e Somália se abstiveram. Como Rússia e China são membros permanentes, o veto impediu a aprovação.

O projeto buscava renovar o mandato do Painel de Especialistas ligado ao Comitê de Sanções 1737. O grupo reúne e analisa informações sobre o cumprimento das restrições, investiga possíveis violações e recomenda medidas ao Conselho de Segurança.

As sanções abrangem o programa nuclear iraniano, o desenvolvimento de mísseis balísticos, a compra e a venda de armamentos, além de bloqueios financeiros e medidas contra pessoas e entidades associadas a essas atividades.

Divergência sobre as sanções

A fiscalização já enfrentava dificuldades. Rússia e China bloquearam neste ano a indicação dos especialistas que formariam a equipe, enquanto divergências no Conselho de Segurança impediram o funcionamento regular do comitê responsável pelas sanções.

Moscou e Pequim contestam a retomada das punições contra o Irã. Elas voltaram a valer em setembro de 2025, após França, Alemanha e Reino Unido acionarem o mecanismo conhecido como snapback, previsto no acordo nuclear de 2015. O procedimento reativou resoluções anteriores da ONU que haviam sido suspensas depois do pacto.

A Rússia afirma que a resolução que sustentava o acordo nuclear expirou em outubro do ano passado e que o Conselho de Segurança perdeu a base legal para continuar tratando do tema. A China tem posição semelhante e acusa países ocidentais de pressionarem Teerã. Estados Unidos e países europeus rejeitam essa interpretação e consideram as sanções válidas novamente.

No ano passado, o embaixador russo na ONU, Vassily Nebenzia, disse que Moscou não reconheceria o retorno das sanções e que Rússia e países ocidentais viveriam em “duas realidades paralelas”.

O impasse ocorre enquanto aumentam as pressões sobre o programa nuclear iraniano. Na semana passada, a Agência Internacional de Energia Atômica encaminhou novamente o caso ao Conselho de Segurança, após Teerã não esclarecer satisfatoriamente a presença de partículas de urânio em locais não declarados aos inspetores internacionais.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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