Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná lideram a formalização dos donos de negócios no país, com taxas de 50%, 48% e 46%, respectivamente. As menores taxas estão concentradas em Estados das regiões Norte e Nordeste: o Maranhão tem 11% de empreendedores formalizados, seguido pelo Pará, com 12%, e por Amazonas e Amapá, com 13%.
A baixa renda também se concentra nessas duas regiões. Em 12 Estados, ao menos 80% dos donos de negócios recebem até 2 salários mínimos por mês. O Maranhão tem a maior proporção, com 89%, seguido por Amazonas, com 87%, e Pará, com 86%.
Na região Sul, as parcelas de empreendedores de baixa renda são as menores: 45% em Santa Catarina, 52% no Paraná e 53% no Rio Grande do Sul. Os dados são do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).
Variação no número de empreendedores
Entre o 4º trimestre de 2020 e o mesmo período de 2025, o Maranhão registrou o maior aumento no número de donos de negócios. O total passou de 750.761 para 991.307, alta de 32%.
Alagoas teve crescimento de 30,8%. Bahia e São Paulo empataram na terceira posição, com avanço de 25,9% cada.
No sentido contrário, o Acre teve a maior redução: passou de 101.477 para 72.209 empreendedores, recuo de 28,8%. Também houve queda em Sergipe, de 6,9%; na Paraíba, de 4%; e em Pernambuco, de 0,9%.
O Rio de Janeiro apresentou a maior participação feminina entre os donos de negócios, com mulheres representando 40% dos empreendedores. No Acre, a proporção foi de 27%.








