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Política

Gonet nega proximidade com Vorcaro durante julgamento no STF

Procurador-geral da República afirmou que encontrou o fundador do Banco Master uma vez e negou irregularidades em sua atuação.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, negou nesta 3ª feira (15.set.2026) ter mantido relação de proximidade com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Durante julgamento no Supremo Tribunal Federal, ele afirmou que os elementos analisados não apontam irregularidades de sua parte.

“Não existe, nem tive relacionamento de proximidade com o senhor Vorcaro”, declarou Gonet. Ele disse ter encontrado o empresário uma única vez, em abril de 2024, durante uma ocasião que reuniu outras autoridades.

O procurador-geral também relatou uma ligação telefônica intermediada por um advogado, descrita por ele como “brevíssima e banal”. Segundo Gonet, as apurações não identificaram elementos juridicamente relevantes contra ele. O chefe da Procuradoria-Geral da República afirmou que o resultado da IPJ apontou apenas mensagens sem relevância jurídica.

Gonet agradeceu ao ministro André Mendonça por ter dito, durante a sessão, que não encontrou fatos de maior gravidade relacionados ao procurador-geral após analisar os elementos obtidos. Ele também defendeu a atuação do Ministério Público no caso envolvendo o Banco Master.

Julgamento no Supremo

Os ministros do Supremo iniciaram nesta 3ª feira (15.set.2026) a análise de um relatório da Polícia Federal sobre a relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. O empresário é investigado como líder da maior fraude ao Sistema Financeiro Nacional.

O caso começou em 1º de setembro, quando Mendonça tornou público um relatório que apontou interlocução entre Vorcaro e Moraes. O documento afirma que o empresário pediu uma interferência do ministro nas investigações antes de ser preso, em 17 de novembro de 2025. O relatório também indicou contratos milionários entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro.

Mendonça enviou o caso ao plenário do STF antes da autorização para o andamento das investigações. Os ministros analisam se a Polícia Federal poderá prosseguir com as apurações.

Em manifestação em 1º de setembro, a Procuradoria-Geral da República considerou inválido o procedimento da PF. Entre os argumentos, citou a determinação de diligências contra pessoas específicas sem pedido do Ministério Público ou iniciativa da PF e a necessidade de autorização do plenário para investigar um ministro do Supremo.

Moraes pediu a investigação de Mendonça por abuso de autoridade e improbidade administrativa. O presidente do STF, Edson Fachin, assumiu a relatoria do procedimento, que havia sido instaurado no inquérito das fake news.

O julgamento separado do caso foi marcado por Fachin para 23 de setembro.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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