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Política

Governo prepara prazos para redes denunciarem riscos a crianças à PF

Portaria prevê comunicação em até 12 horas para casos de risco crível, iminente ou em curso contra crianças e adolescentes.

Governo prepara prazos para redes denunciarem riscos a crianças à PF
Foto: Folhapress

O Ministério da Justiça e Segurança Pública prepara uma portaria que fixa prazos para plataformas digitais comunicarem à Polícia Federal publicações com indícios de risco à vida e à integridade física de crianças e adolescentes.

Nos casos classificados como risco crível, iminente ou em curso, a comunicação deverá ser feita em até 12 horas. Quando houver violência sexual, o prazo previsto será de 72 horas. Situações relacionadas à exposição e à violência no ambiente digital deverão ser informadas em até sete dias.

A proposta faz parte da regulamentação do ECA Digital, cuja lei entrou em vigor em setembro de 2025. A legislação determina que as empresas de tecnologia em operação no Brasil removam e comuniquem conteúdos de aparente exploração, abuso sexual, sequestro e aliciamento praticados com uso direto ou indireto das redes.

Estrutura na Polícia Federal

O governo prevê criar, no âmbito da Polícia Federal, o Centro Nacional de Proteção à Criança e ao Adolescente. A estrutura deverá receber e averiguar comunicados sobre exposição, abuso e violência no ambiente digital.

Uma nota técnica concluída em 24 de agosto pela Secretaria Nacional de Direitos Digitais, do Ministério da Justiça, define os termos da portaria em elaboração. O documento foi encaminhado ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao diretor-presidente da Agência Nacional de Proteção de Dados, Waldemar Gonçalves.

A nota afirma que a definição de risco crível, iminente ou em curso envolve uma probabilidade concreta e temporalmente próxima de lesão à vida, à integridade física, à integridade psicológica, à liberdade ou à segurança de crianças e adolescentes.

A elaboração da minuta incluiu reuniões com representantes de Roblox, Google, Meta, Kwai, Discord, TikTok e Netflix. A proposta também prevê diferenciar o novo centro do Disque 100, que recebe denúncias de violência sexual. Na Polícia Federal, o canal será voltado à triagem de evidências criminais comunicadas em alto volume por empresas de tecnologia.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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