São Paulo, Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Dólar R$ 4,99 · Euro R$ 5,58 · Ibovespa 209.067 -0,00% São Paulo 18°C 17° / 24°
Política

Defesa de Flávio acusa chefe da PF de favorecer o PT em anúncio eleitoral

Notícia-crime questiona divulgação de apuração sobre interferência dos Estados Unidos no dia do primeiro turno.

Defesa de Flávio acusa chefe da PF de favorecer o PT em anúncio eleitoral

A defesa de Flávio Bolsonaro apresentou uma notícia-crime contra Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, e pediu investigação por suposto uso político da estrutura da corporação em benefício do Partido dos Trabalhadores (PT). O pedido foi protocolado neste domingo (11).

Os advogados sustentam que o anúncio de uma apuração sobre possível interferência dos Estados Unidos nas eleições de 2026, feito no dia do primeiro turno, poderia ter influenciado a candidatura de Flávio. Para eles, a divulgação ocorreu sem elementos de prova e favoreceu o partido do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva.

Arquivamentos

A apuração preliminar foi arquivada pela própria PF em 7 de outubro, por ausência de justa causa, após despachos da Diretoria de Inteligência Policial e da Corregedoria-Geral. A Procuradoria-Geral da República também arquivou o pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), alegando falta de elementos mínimos de prova.

Durante entrevista coletiva no Centro Integrado de Comando e Controle Nacional, Rodrigues disse que a PF havia recebido uma representação da AGU e encaminhado o caso à Diretoria de Inteligência. “É uma investigação em andamento, um procedimento prévio”, afirmou.

No mesmo dia, porém, o diretor-geral declarou que não havia “nenhum indicativo concreto de interferência internacional”. Em 4 de outubro, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, também afirmou que a Justiça Eleitoral não havia recebido indicação concreta desse tipo.

A representação da AGU foi protocolada em 1º de outubro e tratava de um programa sobre o Brasil para o qual o Departamento de Estado norte-americano discutia a destinação de US$ 1 milhão. A medida ainda estava em deliberação, sem repasse efetivo de recursos.

A defesa afirma que a legislação proíbe o uso de serviços ou dependências de repartições públicas para favorecer organizações políticas. Na notícia-crime, os advogados dizem que a divulgação oficial no dia da votação teve capacidade de influenciar a opinião dos eleitores contra Flávio.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5