SÃO PAULO — A retirada do sigilo de investigações relacionadas ao Banco Master deve ser acompanhada pela divulgação integral de procedimentos com repercussão política antes das eleições de 2026, defendeu neste sábado (12.set.2026) o candidato ao Governo de São Paulo Fernando Haddad (PT).
A decisão de tornar públicos documentos foi determinada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin. Na 5ª feira (10.set.2026), o ministro André Mendonça retirou o sigilo da Petição 15.556 e de 14 procedimentos ligados às apurações sobre o banco. Em 3ª feira (15.set), o plenário do STF decidirá se será aberta investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.
Haddad afirmou que a abertura dos procedimentos permitiria a análise das informações antes da votação. Ele disse que a imprensa teria 3 semanas para examinar os documentos e que a divulgação ajudaria os eleitores a decidir o voto.
“Uma vez todo divulgado, a imprensa vai ter tempo, vai dedicar equipes para fazer o escrutínio disso, para passar em revista cada informação”, declarou.
Crítica a vazamentos seletivos
Haddad participou do lançamento de seu programa de governo para a saúde em São Paulo ao lado de Simone Tebet (PSB), candidata ao Senado. Segundo ele, os 2 defendem há mais de 10 dias o fim da “seletividade de vazamento” de informações de investigações.
“Você seleciona o que você quer que a opinião pública saiba para favorecer teu grupo político”, afirmou Haddad, ao dizer que todo vazamento seletivo tem viés.
O candidato também elogiou a defesa feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela abertura dos sigilos e a determinação de Fachin para que Mendonça retirasse o segredo de investigações ligadas ao Banco Master.
Citação a Flávio Bolsonaro
Ao argumentar que os dados deveriam ser divulgados antes do pleito, Haddad mencionou o risco de o eleitor escolher alguém que depois seja apontado como envolvido em crimes. Ele não citou nomes nesse trecho e questionou os aportes de fundos de pensão no Banco Master, além de perguntar quem tomou as decisões.
Documentos divulgados após a retirada parcial do sigilo indicam que o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, é investigado por sua atuação em negociações de recursos para financiar o filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Documentos da PF e da PGR apontam que Flávio teria negociado com Daniel Vorcaro o financiamento do projeto. Flávio nega irregularidades.








