SÃO PAULO — Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, criticou neste sábado (12.set.2026) a gestão da saúde no estado e afirmou que São Paulo estaria “voltando pra trás” na área. A declaração ocorreu durante o lançamento do detalhamento de seu programa de governo para o setor.
Haddad direcionou as críticas à administração do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ele afirmou que o avanço da fila de procedimentos do SUS em São Paulo está abaixo da média nacional. Segundo o candidato, a taxa no país é de 42%, enquanto no estado chega a 32%.
Para Haddad, a diferença está relacionada à falta de integração tecnológica na rede pública estadual. “Não usa tecnologia para tornar a fila do SUS inteligente e andar mais rápido. Ela está andando mais lentamente do que a média nacional há 4 anos”, disse.
Propostas para a saúde
O candidato defendeu a criação de uma fila inteligente para organizar a demanda, integrar os serviços públicos e permitir que os profissionais responsáveis pelo atendimento tenham acesso ao histórico de saúde dos pacientes. A proposta, segundo ele, aumentaria a produtividade e aceleraria o atendimento.
Haddad também apresentou a criação de uma central de compras para hospitais estaduais e municipais e Santas Casas. A medida teria como objetivo reduzir custos e direcionar os recursos economizados para o próprio sistema de saúde.
Críticas ao Samu
Outra crítica foi dirigida à falta de integração do Samu, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, ao SUS paulista. Haddad afirmou que o estado não destina recursos ao serviço e não possui uma central de leitos integrada à rede.
O candidato propôs uma estrutura para integrar o Samu, a regulação de leitos e os demais serviços de saúde. A intenção apresentada é acelerar o encaminhamento de pacientes às unidades adequadas.
Ao concluir as críticas à gestão Tarcísio, Haddad afirmou que São Paulo tem condições de avançar em tecnologia, saúde e segurança, mas não estaria aproveitando essas oportunidades.







