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Política

Inteligência artificial pode ampliar atuação de advogados no contencioso tributário

Lucas Barbosa, fundador da Iter, afirma que a IA automatiza tarefas manuais, mas não substitui decisões e relações com clientes.

O advogado Lucas Barbosa Oliveira afirmou que a inteligência artificial pode ajudar a enfrentar o contencioso tributário ao ampliar a capacidade de trabalho dos profissionais do direito. Ele é fundador e CEO da Iter, empresa de tecnologia que desenvolve soluções de IA para o setor jurídico.

Barbosa disse que a tecnologia permite aumentar a eficiência dos advogados ao eliminar etapas sujeitas a falhas humanas. Segundo ele, o uso de sistemas de inteligência artificial pode “multiplicar e potencializar o volume de trabalho” realizado pelos profissionais.

O advogado relacionou a ferramenta ao volume de processos no Brasil. Ele citou um estudo do Conselho Nacional de Justiça sobre a entrada de 40,9 milhões de novos processos no Poder Judiciário brasileiro em 2025.

Limites e desafios

Na avaliação de Barbosa, a IA deve substituir atividades manuais, mas não o trabalho intelectual. As decisões e as conversas com clientes, descritas por ele como o trabalho da ponta, continuariam sob responsabilidade dos advogados.

O profissional também afirmou que os advogados precisam se preparar para uma nova realidade tecnológica para manter a competitividade no mercado. Para ele, o principal desafio do setor é aprender a usar a inteligência artificial corretamente.

Barbosa destacou a necessidade de atenção à segurança da informação, à rastreabilidade e às fontes consultadas pelos sistemas. “O advogado que utiliza a inteligência artificial, ele ainda é o responsável por aquilo que ele está fazendo”, declarou.

Ele afirmou ainda que o setor superou o preconceito inicial contra a tecnologia e que os tribunais já adotaram ferramentas de IA em grande medida.

Trajetória

Lucas Barbosa tem 33 anos, é formado pela Universidade de São Paulo, tem LL.M. em Direito Tributário pelo Insper e cursa mestrado em Direito Financeiro na Faculdade de Direito da USP. Ele trabalhou por 14 anos no escritório Pinheiro Neto Advogados.

Em agosto de 2026, fundou a Iter. A empresa se apresenta como uma companhia de tecnologia jurídica e afirma não prestar serviços como escritório de advocacia. A Iter não tem relação com o Instituto Iter, fundado em 2024 pelo ministro do STF André Mendonça.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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