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Saúde

Glioblastoma desloca estruturas e altera vasos em experimento com ultrassom

Estudo acompanhou por 11 dias mudanças físicas e funcionais provocadas pelo tumor no cérebro de três camundongos.

Glioblastoma desloca estruturas e altera vasos em experimento com ultrassom

Um experimento com ultrassom registrou, ao mesmo tempo, o crescimento de um glioblastoma, alterações nos vasos sanguíneos e mudanças na atividade cerebral ao redor do tumor. A técnica também mostrou o deslocamento de estruturas próximas à área afetada.

A pesquisa foi feita em três camundongos e tem caráter de prova de conceito. Por isso, os resultados não podem ser aplicados diretamente a pacientes nem comprovam, neste momento, o uso clínico do método.

Como o tumor foi acompanhado

Os pesquisadores utilizaram células humanas U87, empregadas como modelo experimental de glioblastoma. Elas foram modificadas para produzir pequenas estruturas preenchidas por gás, usadas como marcadores para que o ultrassom identificasse o tumor.

As células foram implantadas no tálamo esquerdo dos animais. Durante 11 dias, o crescimento foi monitorado. O tumor deslocou estruturas próximas, incluindo o núcleo geniculado lateral, região envolvida no processamento de informações visuais.

Mesmo com a deformação causada pelo avanço do tumor, os pesquisadores detectaram respostas relacionadas a estímulos visuais. A comparação com a criação de um ninho é apenas uma metáfora: o glioblastoma não forma literalmente uma nova estrutura, mas modifica progressivamente o ambiente cerebral ao redor.

Alterações na circulação e na atividade cerebral

As imagens mostraram mudanças na arquitetura dos vasos próximos ao tumor, aumento da tortuosidade e redução da velocidade do fluxo sanguíneo conforme o glioblastoma avançava.

O ultrassom também identificou alterações na conectividade funcional, medida usada para avaliar a coordenação da atividade entre diferentes regiões do cérebro. A reunião dessas informações em uma mesma plataforma permitiu acompanhar efeitos físicos e funcionais da progressão tumoral ao longo do tempo.

A técnica poderá ser usada em pesquisas sobre o crescimento de tumores cerebrais e a resposta a tratamentos. No entanto, ainda não é uma ferramenta clínica comprovada. Entre as limitações estão o número reduzido de animais, o uso de apenas uma linhagem celular e a implantação do tumor em uma única região cerebral.

Os sintomas de câncer no cérebro variam conforme a localização do tumor e podem ser confundidos com manifestações comuns do AVC. Entre eles estão dor de cabeça persistente, náuseas, vômitos, convulsões, alterações de visão, audição, fala ou equilíbrio, perda de memória, confusão mental, mudanças de comportamento e fraqueza em um lado do corpo.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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