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Política

Lindbergh pede à PGR apuração de vínculos entre Flávio e Careca do INSS

Representação cita coincidência de endereço e relações contábeis entre empresas ligadas ao senador e investigados por descontos indevidos no INSS.

Lindbergh pede à PGR apuração de vínculos entre Flávio e Careca do INSS

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu à Procuradoria Geral da República, neste sábado (12.set.2026), a abertura de investigação sobre possíveis vínculos entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e empresas ligadas a Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.

Antunes é apontado como operador financeiro do esquema de descontos indevidos em benefícios previdenciários. Na representação, Lindbergh cita a coincidência de endereço entre uma empresa de Flávio e 16 sociedades relacionadas a Antunes. Também menciona a contratação de uma empresa de contabilidade ligada a um ex-sócio do investigado.

Empresas e endereços

A Bravo Grafeno, que comercializa capacetes para motociclistas, foi criada em junho de 2024, com capital social declarado de R$ 100 mil. Flávio é sócio da empresa com Carlos Bolsonaro, Pedro Luiz Dias Leite, Paulo Giordano Bernardi e Fernando Nascimento Pessoa.

A companhia declarou como endereço a sala 2601 do bloco D do Edifício Connect Towers, em Águas Claras (DF). O mesmo local aparece no cadastro de ao menos 16 empresas ligadas a Antunes. Conforme o documento, 8 delas foram constituídas em 5 de outubro de 2023.

Entre essas empresas está a Prospect Consultoria Empresarial. O relatório final da CPMI do INSS registra que a sociedade recebeu R$ 204,2 milhões de 9 entidades investigadas por descontos associativos em benefícios previdenciários. Desse total, R$ 115,9 milhões foram pagos pela Unaspub, R$ 27,1 milhões pela Ambec e R$ 19,8 milhões pela CBPA.

Pedidos à Justiça

A contabilidade da Bravo Grafeno é feita pela Voga Serviços Contábeis, pertencente a Alexandre Caetano dos Reis, preso desde dezembro de 2025. A representação afirma que Reis foi sócio de Antunes em uma empresa offshore constituída nas Ilhas Virgens Britânicas e prestou serviços a empresas ligadas ao núcleo investigado pela Polícia Federal.

A Voga também atende o escritório de advocacia de Flávio, administrado por Letícia Caetano dos Reis, irmã de Alexandre. Ela teria chegado ao escritório por indicação do advogado Willer Tomaz de Souza, amigo de Flávio e alvo da operação Sem Desconto. Tomaz defende Alexandre.

Lindbergh pediu que a PGR solicite ao Supremo Tribunal Federal a abertura de inquérito e diligências, incluindo a quebra dos sigilos bancário e fiscal da Bravo Grafeno, da Voga e de pessoas relacionadas às empresas, além de relatórios de inteligência financeira do Coaf.

A representação também solicita perícia contábil na Bravo Grafeno, busca e apreensão nas salas 2601 e 2603 do Connect Towers e preservação de documentos, contratos, registros de acesso e arquivos eletrônicos. As linhas de investigação incluem eventual lavagem de dinheiro, integração a organização criminosa e falsidade em declarações cadastrais.

O documento pede ainda a apuração de possível uso da Bravo Grafeno para arrecadação ou trânsito de recursos destinados à campanha eleitoral de 2026 fora dos mecanismos legais de prestação de contas.

A assessoria de Flávio Bolsonaro foi procurada, mas não respondeu até a publicação.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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