NOVA YORK — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa nesta terça-feira (22.set.2026), às 10h (horário de Brasília), na abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas). O Brasil é tradicionalmente o primeiro país a falar, desde os anos 1950. Na sequência, discursará o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano).
Lula deve defender a cooperação internacional no combate ao crime organizado, pedir o fim da interferência estrangeira em assuntos nacionais e exaltar o multilateralismo. O Ministério das Relações Exteriores informou que o presidente mencionará esforços do governo nessa área, incluindo acordos bilaterais com países vizinhos e com os Estados Unidos.
A delegação brasileira também apresentará a negociação preliminar de um protocolo para combater crimes ambientais durante a participação na ONU. A minuta do discurso não cita Trump nem o Escudo das Américas, iniciativa de segurança dos Estados Unidos para a região. O tom deve seguir o adotado em 2025, quando Lula afirmou que a democracia e a soberania brasileiras são “inegociáveis”.
Esta é a 10ª participação de Lula na Assembleia Geral como presidente. Nos dois primeiros mandatos (2003-2010), ele esteve na cerimônia 6 vezes. No terceiro mandato, participou em 2023, 2024, 2025 e 2026.
Não há previsão de reunião bilateral entre Lula e Trump, mas os dois podem se encontrar durante a abertura. O último encontro entre eles ocorreu em 2025. Nesta terça-feira, Lula também se reúne com o secretário-geral da ONU, António Guterres, que deixa o cargo em 31 de dezembro.
Agenda da delegação
Na segunda-feira (21.set), Lula se reuniu com o prefeito eleito de Nova York, Zohran Mamdani. Na quarta-feira (23.set), o chanceler Mauro Vieira participa de reunião da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. Na quinta-feira (24.set), ele preside reunião ministerial da Zopacas (Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul).
Lula embarcou para os Estados Unidos no domingo (20.set), acompanhado da primeira-dama, Janja Lula da Silva, e dos ministros Mauro Vieira, Esther Dweck, Luiz Eloy Terena e Rachel Barros. Ao todo, 73 pessoas foram autorizadas a viajar para Nova York no período. O presidente retorna ao Brasil ainda nesta terça-feira (22.set), por causa do calendário eleitoral.








