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Política

Mensagens apontam negociação de terreno entre Hugo Motta e dono do Banco Master

Conversas recuperadas pela Polícia Federal mencionam sociedade em terreno e empréstimo de R$ 22 milhões; deputado nega irregularidades.

Mensagens apontam negociação de terreno entre Hugo Motta e dono do Banco Master

Mensagens atribuídas a Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados, indicam que ele teria proposto a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, uma parceria na compra de um terreno em João Pessoa (PB). A área estava registrada em nome da cunhada do deputado.

As conversas começaram em 9 de março de 2024 e foram recuperadas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro. Nas mensagens, os dois usavam os termos “amigo” e “irmão”. Em uma delas, Motta teria informado que os documentos já transferiam a empresa para a cunhada e mencionado um formato de sociedade na negociação do imóvel.

O Banco Master teria concedido R$ 22 milhões em empréstimo à cunhada do parlamentar, em operação supostamente solicitada diretamente por Motta. O valor teria contribuído para a compra do terreno, adquirido por R$ 45 milhões. A área deve ser transformada em um novo bairro.

Em 15 de março, depois da conclusão do negócio, Motta teria agradecido pela confiança e pela parceria. Vorcaro teria respondido que aquela seria “o início de uma parceria de vida”.

As mensagens também registram outros contatos entre os dois. Em novembro de 2024, Vorcaro pediu ajuda sobre o projeto de lei relacionado a créditos do mercado de carbono, e Motta compartilhou informações sobre o texto aprovado no Senado. Em 23 de março de 2024, o deputado teria solicitado um estudo técnico sobre o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e sugerido uma conversa presencial em Brasília.

Os arquivos periciados indicam ainda que Vorcaro teria oferecido uma aeronave privada para levar Motta de Guarulhos a Brasília em 27 de abril de 2024.

Motta negou irregularidades nas conversas e afirmou que os diálogos foram apresentados fora de contexto. Em nota, disse que mantém contato com empresários e representantes da sociedade brasileira ao longo de seus quatro mandatos parlamentares e rejeitou qualquer associação com favorecimento ou interesse indevido.

Sobre o empréstimo, o presidente da Câmara afirmou que o contrato privado foi assinado antes de se tornarem públicas as investigações sobre o Banco Master e seu controlador. Motta declarou que confia nos órgãos responsáveis pelas apurações.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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