O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta 5ª feira (1º.out.2026) que o ataque de um copiloto contra o piloto de um voo da Flydubai teve ligação com uma suposta radicalização islâmica. O caso ocorreu na 4ª feira (30.set), durante a viagem de Dubai para Tel Aviv.
O copiloto, identificado como cidadão de Omã, foi detido na Arábia Saudita. As autoridades responsáveis no país investigam o episódio. Netanyahu disse que o homem estava sendo interrogado e que os motivos do ataque ainda não foram esclarecidos.
O premiê afirmou acreditar que o copiloto pretendia derrubar a aeronave com os passageiros a bordo. Ele também disse que, depois de ser dominado por um encanador israelense que entrou na cabine, o suspeito teria tentado interferir nos controles do avião.
A aeronave emitiu sinais de emergência e foi desviada para a Arábia Saudita, onde pousou no aeroporto de Tabuk. Dados do Flightradar24 indicaram uma perda de cerca de 14.000 pés, ou aproximadamente 4,2 km, em menos de 30 segundos antes do alerta. O voo também transmitiu um código internacional associado a possível interferência ilícita, e caças israelenses chegaram a ser acionados diante da possibilidade de sequestro.
A Flydubai confirmou um incidente na cabine e informou que a tripulação conseguiu controlar a situação e realizar um pouso seguro. Os 2 pilotos ficaram feridos e receberam atendimento médico.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, classificou o episódio como uma tentativa frustrada de ataque terrorista jihadista. Netanyahu elogiou os civis que ajudaram a conter o copiloto e disse: “Eles foram super-heróis e salvaram o dia”.
Israel e Arábia Saudita não mantêm relações diplomáticas formais. O país, porém, autorizou voos israelenses a utilizar seu espaço aéreo a partir de 2022 e já recebeu aeronaves de passageiros israelenses em emergências.








