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Passageiros assumem controles e impedem queda de avião após ataque na cabine

Copiloto é acusado de ferir o comandante e tentar derrubar Boeing 737 durante voo entre Dubai e Tel Aviv.

Passageiros assumem controles e impedem queda de avião após ataque na cabine

Passageiros dominaram o copiloto de um Boeing 737 da Flydubai depois que ele atacou o comandante e tentou assumir o controle da aeronave durante o voo FZ1073, entre Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e Tel Aviv, em Israel. O avião transportava 174 pessoas e pousou em emergência em Tabuk, na Arábia Saudita.

O copiloto, identificado por autoridades israelenses como cidadão de Omã, é acusado de esfaquear o comandante indiano Smit Machchhar. A motivação do ataque continua sob investigação, embora o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, tenha classificado o episódio como uma tentativa de ataque jihadista. Outras autoridades israelenses também tratam o caso como uma possível tentativa de ataque terrorista.

Machchhar conseguiu abrir a porta da cabine mesmo ferido. O gesto permitiu que passageiros e tripulantes chegassem aos controles enquanto a aeronave perdia altitude rapidamente. Yaniv Hayoun, um dos três israelenses que enfrentaram o agressor, retirou o copiloto da cabine e voltou aos comandos para nivelar o avião.

“Entrei na cabine, vi um piloto no chão e o outro sobre os controles”, relatou Hayoun a Netanyahu. Ele disse que puxou os controles para trás depois de perceber que a aeronave continuava inclinada. Afirmou também que conhecia o procedimento por assistir ao programa Air Crash Investigation, conhecido no Brasil como Mayday! Desastres Aéreos.

Dados de rastreamento indicaram que o avião havia alcançado cerca de 34 mil pés e perdeu mais de 14 mil pés em menos de 30 segundos. Depois que Hayoun retirou o agressor da cabine, pilotos da Flydubai que viajavam fora de serviço assumiram os controles e desviaram a aeronave para Tabuk.

Contenção do copiloto

Tzvika Manes e Asaf Rajuan também participaram da imobilização. Manes afirmou que foram necessários entre 20 e 25 minutos para controlar completamente o copiloto. Os passageiros usaram fios de fones de ouvido disponíveis no avião para amarrá-lo.

Rajuan sofreu um ferimento na testa durante a luta. Manes contou que ouviu as filhas gritarem durante a queda. Os passageiros mantiveram o copiloto contido até o pouso, quando ele foi colocado sob custódia das autoridades sauditas.

Outro passageiro, o dentista israelense Shota Musayev, correu para atender Machchhar. Ele disse ser o único médico a bordo e relatou ter contido o sangramento, principalmente na cabeça, além de estabilizado a pressão arterial do comandante.

Após o pouso, Machchhar foi levado a um hospital na Arábia Saudita. Mesmo com os ferimentos e a perda de sangue, permaneceu consciente e teve o quadro estabilizado. Os passageiros desembarcaram e seguiram viagem para Israel em outra aeronave.

As autoridades israelenses e sauditas continuam investigando as motivações do copiloto. Netanyahu afirmou que a reação do comandante foi fundamental para salvar as pessoas a bordo: “Ele salvou a vida de 174 pessoas”.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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