A Região Norte registra a maior média brasileira no índice que reúne participação eleitoral e partidária entre municípios. O Nordeste também reúne Estados com resultados acima ou próximos da média nacional. Sudeste e Centro-Oeste ficam abaixo da média do país, enquanto o Sul apresenta diferenças entre os Estados.
O IPar-Eleitoral, criado pelo OPar, ligado ao INCT Participa, avalia o envolvimento da população com instituições da democracia representativa. O indicador não mede preferências políticas nem o desempenho de candidatos ou partidos nas eleições.
Como o índice é calculado
A avaliação combina três dimensões: comparecimento às urnas, filiação partidária e alistamento voluntário de jovens de 16 e 17 anos. A base considera os resultados das eleições de 2024, do Tribunal Superior Eleitoral, e projeções populacionais fundamentadas no Censo de 2022 do IBGE.
Em 2024, a média nacional de comparecimento eleitoral foi de 83,5%. A filiação partidária representou 16,7% do eleitorado, e o alistamento voluntário de jovens chegou a 12,9%.
Os três indicadores foram reunidos por meio de Análise de Componentes Principais, método estatístico usado para formar um fator comum. A análise abrangeu mais de 5.500 municípios e explica parte das diferenças identificadas entre eles.
Relação com desenvolvimento
A filiação partidária foi a única variável que cresceu junto com o desenvolvimento municipal. Municípios com melhores indicadores de educação, saúde e emprego e renda tiveram maior proporção de eleitores filiados a partidos.
O comparecimento às urnas e o alistamento voluntário apresentaram relação inversa com renda, desenvolvimento e urbanização. Assim, os níveis dessas duas dimensões tendem a ser maiores onde esses indicadores são menores.
Os resultados podem ser consultados em uma plataforma do Observatório Participa, que permite visualizar o índice e comparar municípios brasileiros.








