JOINVILLE — O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que manterá o reajuste do Bolsa Família caso seja eleito e que não pretende contestar a medida na Justiça Eleitoral. A declaração foi dada após um comício realizado neste sábado (19.set.2026), em Joinville (SC).
Na avaliação de Flávio, o aumento anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem finalidade eleitoral. O candidato disse que Lula poderia ter elevado o benefício em 2023, no 1º ano de governo, ou antes do envio da proposta orçamentária para 2027, mas escolheu fazê-lo a poucos dias do 1º turno das eleições.
“Ele viu as pesquisas, aí ele foi e tentou comprar o voto dos mais pobres”, afirmou Flávio, ao mencionar o reajuste de R$ 90 no programa. Ele também classificou a decisão como um ato de desespero na reta final da eleição.
Valores do benefício
O governo anunciou, em 17 de setembro, correção de 15,04% nos pagamentos do Bolsa Família. O piso mensal passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto o valor médio recebido pelas famílias subirá de R$ 675 para R$ 777.
A 1ª parcela com o valor maior será paga em 19 de outubro. A gestão federal informou que a correção recompõe a inflação medida pelo INPC, acumulada de 2023 a agosto de 2026, conforme previsão legal.
A medida terá impacto de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de cerca de R$ 22 bilhões em 2027. O Executivo informou que os valores serão absorvidos pelo Orçamento sem a necessidade de créditos extraordinários.
Em entrevista depois do ato, Flávio criticou o efeito da inflação sobre o benefício. “O Lula dá com uma mão e tira com a outra”, disse o candidato, que acusou o presidente de elevar os preços e reduzir o poder de compra dos R$ 600 pagos pelo programa.








