Rodrigo Pacheco foi aprovado para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) por 63 votos a 4 no Senado e 404 a 61 na Câmara. A nomeação foi assinada pelo presidente Lula e publicada nesta segunda-feira (28) em uma edição extra do Diário Oficial da União.
A posse de Pacheco está prevista para esta quarta-feira (30), às 11h. Com a saída do senador, a vaga deve ser ocupada por Renzo Braz, do PP.
Trajetória no Senado
Advogado, Pacheco já presidiu o Senado, função que também lhe conferiu a Presidência do Congresso. Ele passou pelo MDB, pelo extinto Democratas e pelo PSD antes de se filiar ao PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin.
Seu período no comando do Senado ocorreu entre dois mandatos de Davi Alcolumbre (União-AP). Alcolumbre defendia que Pacheco fosse indicado para uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Lula escolheu o advogado-geral da União, Jorge Messias, mas a indicação foi rejeitada após resistência da oposição e de um integrante do próprio Senado.
Pacheco havia anunciado que não concorreria ao governo de Minas Gerais nem tentaria a reeleição ao Senado. Sem disputar contra outro candidato ao TCU, recebeu aprovação nas duas Casas do Congresso.
Mudança no TCU
A indicação ocorreu após o ministro Bruno Dantas anunciar, em agosto de 2026, a renúncia ao cargo, ocupado por ele durante 12 anos. Antes de chegar ao tribunal, Dantas representou o Senado no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Ele havia sido indicado pela base da então presidente Dilma Rousseff e venceu Fernando Moutinho e Sérgio Mendes na disputa pela vaga aberta com a aposentadoria do ministro Valmir Campelo.
Renzo Braz é sobrinho do ex-deputado estadual por Minas Gerais Braulio Braz e neto de José Braz, que morreu em 2022, aos 96 anos. José Braz era prefeito de Muriaé (MG) e foi apresentado como o prefeito mais velho do Brasil em exercício.







