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Política

PF adia depoimento de Daniel Vorcaro após pedido de acesso a provas

Defesa pediu prazo mínimo de dez dias úteis para analisar documentos antes de uma nova oitiva do ex-banqueiro preso.

PF adia depoimento de Daniel Vorcaro após pedido de acesso a provas

A Polícia Federal adiou o depoimento de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro preso e dono do liquidado Banco Master, que estava previsto para esta quinta-feira (24). A defesa solicitou acesso integral às provas da investigação e pediu pelo menos dez dias úteis para examinar os documentos antes do novo agendamento.

A delegada responsável pelo caso aceitou o pedido, segundo os advogados, e informou que o material será liberado antes da definição de outra data. A defesa afirma que a decisão foi tomada pela própria PF, sem necessidade de ordem do presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin. Os advogados haviam recorrido anteriormente ao ministro.

Pedido de acesso aos autos

Os defensores dizem que ainda não receberam todos os elementos reunidos pelos investigadores. Entre os itens estão relatórios, depoimentos e dados retirados dos celulares de outros investigados. Na avaliação da defesa, o acesso é necessário para que Vorcaro conheça as acusações e prepare seus esclarecimentos.

Os advogados afirmam que o ex-banqueiro quer depor, mas condiciona a oitiva à liberação completa dos documentos e ao prazo mínimo solicitado. O pedido se apoia na Súmula Vinculante 14 do STF, que garante aos advogados acesso amplo às provas já documentadas e relacionadas ao exercício da defesa.

“Diante da complexidade da causa e da extensão do material, após a efetiva disponibilização da íntegra dos autos, a Defesa precisa de período mínimo (não menor que 10 dias úteis)”, diz trecho da petição.

A defesa também pediu o adiamento de uma segunda oitiva, prevista para 30 de setembro. Ainda não há confirmação sobre a manutenção dessa data. A PF informou que os adiamentos solicitados por investigados têm afetado o cronograma para concluir um dos inquéritos ligados ao caso Master.

As apurações incluem suspeitas de fraudes em operações com o Banco de Brasília (BRB) e a atuação de “A Turma”. Segundo a PF, o grupo teria sido financiado por Vorcaro para monitorar pessoas, obter informações sigilosas e coagir e ameaçar desafetos.

Vorcaro já havia prestado depoimento à PF em 28 de agosto, por videoconferência, durante aproximadamente quatro horas. Na ocasião, negou ter recebido informações privilegiadas em uma investigação sobre dois ex-servidores do Banco Central e voltou a demonstrar interesse em fechar um terceiro acordo de colaboração premiada.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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