As polêmicas envolvendo Lula e Flávio Bolsonaro podem influenciar os eleitores indecisos na reta final da campanha, avaliou o cientista político Paulo Ramírez, professor da FESPSP. A análise ocorreu durante um debate sobre ações de governo, disputas judiciais e acusações nas redes sociais.
Ramírez afirmou que o eleitorado busca um presidente capaz de tomar decisões e avaliou que Lula pode ter uma pequena vantagem por ocupar a Presidência e ter capacidade de assinar, liberar ou proibir medidas. Flávio Bolsonaro, segundo o professor, também explora o episódio ao classificar as ações como arbitrárias e eleitoreiras.
Rodrigo Prando disse que o controle da narrativa tende a favorecer quem está no governo, pela possibilidade de tomar decisões. Na avaliação dele, Lula demorou a reagir em diferentes momentos do terceiro mandato, mas concentrou medidas nas últimas semanas.
Prando também afirmou que o governo tentou dar efeito eleitoral a temas sensíveis, como a discussão sobre bets e seus impactos no endividamento e na saúde pública. Ele citou ainda ataques e desinformação como instrumentos presentes na disputa.
Redes sociais e segundo turno
Ramírez avaliou que a direita mantém vantagem nas redes sociais em monetização, viralização e volume de informações, além do uso de robôs. Para ele, porém, contradições em temas da campanha reduziram a qualidade das mensagens e abriram espaço para dúvidas sobre a veracidade de declarações.
Prando ponderou que as contradições podem não alterar votos já consolidados pela polarização. Na avaliação dele, a eleição pode ser levada ao segundo turno, a menos que ocorra um fato muito grave capaz de mudar a definição ainda no primeiro turno.









